Páginas

segunda-feira, 31 de maio de 2010

31 de Maio: Dia Mundial sem cigarro

A OMS, neste dia Mundial de Combate ao Fumo (31 de maio), foca sua principal atenção nas mulheres. Elas são hoje 20% dos fumantes em todo o mundo e o número está crescendo. Se, antigamente trazer um cigarro entre os dedos era considerado charmoso e atraente, hoje em dia, o fumo está completamente fora de moda. Mas as mulheres são as fumantes mais resistentes a largar o vício principalmente pelo medo de engordar. Entre os muitos males que o cigarro pode causar ao organismo está o prejuízo da fertilidade e da gestação.

Hoje, as mulheres adiam cada vez mais a primeira gravidez e isso acaba fazendo com que muitas delas tenham dificuldade para engravidar depois, já que a primeira tentativa vai acontecer lá pelos 35 anos de idade, quando a época ideal para a gravidez está entre os 18 e os 25 anos. O resultado é que cada vez mais mulheres estão recorrendo às clínicas de fertilidade assistida.

O que muita gente desconhece é que as sociedades médicas de Reprodução Assistida de todo o mundo recomendam que não sejam tentados os procedimentos comuns nas clínicas de Reprodução Humana (como bebê de proveta e até mesmo a simples inseminação artificial, por exemplo) em casais que insistam em não abandonar o cigarro.

Há muito se sabe que o cigarro causa mais danos ao organismo das mulheres do que ao dos homens. O tabagismo feminino interfere na fertilidade como um todo: na formação dos gametas e na implantação do óvulo fertilizado no útero.

A Dra. Silvana Chedid, médica ginecologista e obstetra especializada em reprodução humana, esclarece que a Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia – ESHRE - não recomenda tratamentos contra a infertilidade em mulheres fumantes.

”Uma mulher que planeja a sua gestação deve refletir seriamente na sua responsabilidade diante do bebê que vai nascer e abandonar mitos bobos como este que impede as mulheres de largar o vício: ela não engordará se não substituir o cigarro por comida”, explica a Dra. Silvana Chedid.


Fonte: ASCOFERJ

Nenhum comentário:

Postar um comentário