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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Produção de remédio genérico contra Aids não atende à demanda

Carência persiste três anos após Brasil ter decretado a quebra da patente.
Anvisa diz que droga produzida pelo Lafepe não passou por todos os testes.



A fabricação no Brasil de genéricos do remédio contra a Aids efavirenz ainda não atende toda a demanda nacional, quase dois anos depois de o País ter "aprendido" a fazer a droga e três anos após ter decretado a quebra da patente. Cerca de 40% dos pacientes ainda recebem genéricos importados e os demais, do laboratório federal Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
As informações são da repórter Fabiane Leite, do jornal "O Estado de S.Paulo".

Um dos laboratórios nacionais que, segundo os planos do governo, deveria também responder pela produção, o Lafepe, ligado ao governo de Pernambuco, afirmou estar pronto para atender à demanda, mas disse aguardar ainda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para o registro de sua versão genérica.
"Poderíamos fazer 100% do efavirenz, mas estamos à mercê da Anvisa. Estranhamos essa demora. Isso causa um transtorno, pois temos toda a matéria-prima paralisada", afirmou o diretor do Lafepe, Luciano Vasquez Mendez, que também é o presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais.
O laboratório tinha expectativa de receber em um mês a resposta ao pedido de registro, feito em setembro do ano passado.

O efavirenz foi a primeira droga licenciada compulsoriamente pelo Brasil, medida que teve ampla aprovação de ONGs que auxiliam pessoas que vivem com o HIV no País e repercussão internacional.
Foi uma resposta do governo ao crescente custo da compra da droga patenteada pela Merck, que ameaçava seu abastecimento.
A agência afirmou que o genérico do efavirenz feito pelo Lafepe não passou por todos os testes."É um prejuízo, sim, à saúde pública do Brasil, mas a Anvisa não pode se furtar ao direito da população de ter acesso só a produtos que atendam aos requisitos de qualidade, eficácia e segurança", afirmou Pedro Ivo Ramalho, diretor adjunto da Anvisa.


"Poderíamos fazer 100% do efavirenz, mas estamos à mercê da Anvisa. Estranhamos essa demora. Isso causa um transtorno, pois temos toda a matéria-prima paralisada" Luciano Vasquez Mendez, diretor do laboratório público Lafepe

"É um prejuízo, sim, à saúde pública do Brasil, mas a Anvisa não pode se furtar ao direito da população de ter acesso só a produtos que atendam aos requisitos de qualidade, eficácia e segurança" Pedro Ivo Ramalho, diretor adjunto da Anvisa


Fonte: G1

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