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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Resistência aos antibióticos acelera no mundo

Distribuição de remédios para tratar Aids e malária cresce nos países pobres


Os esforços dos países desenvolvidos para fornecimento de tratamentos contra doenças infecciosasem países pobres deve acelerar a resistência dos micróbios aos antibióticos, revela um relatório publicado nesta terça-feira (15).
Nos últimos anos, organizações governamentais e grupos privados se mobilizaram para permitir que países pobres tivessem acesso a tratamentos contra a malária, Aids e tuberculose, destacou o estudo do Centro para o Desenvolvimento Global, uma Ong (Organização não governamental) situada em Washington, nos Estados Unidos.

O acesso aos medicamentos antirretrovirais para o combate ao HIV (vírus da Imunodeficiência Humana, da Aids) está dez vezes maior, para os remédios contra a malária chega a oito vezes, enquanto que para os antibióticos contra a tuberculose o acesso ficou ainda maior, precisaram os autores do relatório.

A distribuição abundante desses tratamentos certamente salvou inúmeras vidas, mas também influenciou na crescente resistência dos microorganismos dessas doenças infecciosas, o que poderia ter sido evitado com um controle maior, afirma Rachel Nugent, presidente do grupo de trabalho que preparou o relatório Corrida contra a resistência aos tratamentos.
- A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural, mas que não é levado a sério no momento da distribuição e da utilização dos medicamentos, acelerando o processo.

Desde 2006, os organismos de ajuda gastaram mais de US$ 1,5 bilhão em novos tratamentos para o combate aos microorganismos que se tornaram resistentes aos remédios existentes.

Na falta de medidas extremas, a mortalidade devido à resistência aos anti-infecciosos e o custo dos tratamentos vão continuar a subir, preveem os especialistas.



Fonte: R7

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