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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sites apoiam anorexia mesmo reconhecendo distúrbio como doença

Páginas dividem conteúdo entre dicas para emagrecer e para se recuperar do problema


Um levantamento dos principais sites que fazem apologia à anorexia e bulimia, realizado pela Universidade de Stanford, concluiu que, mesmo celebrando a magreza extrema, a maioria reconhece que os distúrbios são doenças.
O estudo analisou 180 sites que usam termos como “Pro-Ana”, “Pro-Anorexia”, “Pro-Bulimia”, que significam algo como “Pró-Anorexia” e "Pró-Bulimia". A anorexia e a bulimia afetam entre 1% e 2% das mulheres jovens nos Estados Unidos.

Pacientes com anorexia se mantêm com baixíssimo peso e tem pavor de ganhar peso, ficando extremamente magros. Já quem tem bulimia, come grandes quantidades de comida e depois a dispensa do organismo por meio de vômitos, laxante ou diurético. Ambos, por longo prazo, podem causar sérios problemas de saúde e até a morte.


De acordo com a pesquisa, quase 80% dos sites têm características interativas, 85% exibem materiais como fotos de modelos muito magras ou celebridades e 83% oferece sugestões e dicas de como comer cada vez menos. No entanto, a maioria dos sites reconheceu que os transtornos alimentares são uma doença, e ainda oferecem informações de recuperação.
Segundo a autora do estudo, Rebecka Peebles, “muitas pessoas com distúrbios alimentares tem dias em que querem melhorar, e, em outros, não têm nenhum interesse em ficar melhor. Os sites refletem a individualidade das pessoas que os visitam."

Mas a pesquisadora faz um alerta aos médicos e familiares de quem sofre do distúrbio.

- Os médicos que tratam de distúrbios alimentares e familiares de pacientes com transtornos alimentares, devem ser conscientes de que os locais existem, são de fácil acesso e podem ajudar a reforçar os padrões de distúrbios alimentares.



Fonte: R7

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