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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fumantes têm pouco estímulo dos médicos para largar o cigarro

Pesquisa diz que apenas 57% dos profissionais de saúde aconselham seus pacientes


Um ótimo empurrãozinho para reduzir mais o número de fumantes entre a população brasileira, segundo os especialistas na área, é o aconselhamento médico. De acordo com a pesquisa do Inca (Instituto Nacional do Câncer) divulgada nesta segunda-feira (30), apenas 57% dos profissionais de saúde aconselham seus pacientes a deixar de fumar.

Irma de Godoy, presidente da comissão de tabagismo da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), "precisa haver uma conscientização dos médicos de todas as especialidades para que eles abordem o tema em todas as consultas".

– O aconselhamento médico é mais importante que muitas outras medidas, pois o tratamento [para parar de fumar] nem sempre precisa de médico. Um bom aconselhamento durante alguns meses pode ser o suficiente.

Ainda segundo a pesquisa do Inca, 10,4% dos fumantes são jovens de 15 a 24 anos. Desses, 21,5% têm dependência severa. Outra constatação do estudo é que o número de fumantes do sexo feminino que começa a fumar antes dos 15 anos é 22% maior em relação aos homens - o que vale para todas as regiões do País.

Na visão dos médicos, uma medida que poderia inibir o consumo do tabaco entre os mais jovens é o aumento do custo do produto. A coordenadora do Grupo de Apoio ao Tabagista do Hospital A. C. Camargo, Célia Lídia da Costa, diz que "o melhor seria aumentar o preço do cigarro" e que o produto ainda é "relativamente barato".

Já Hakaru Tadokoro, oncologista clínico da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), tem dúvidas sobre a eficiência da medida.

– O aumento do preço do cigarro seria uma alternativa, mas existe o contrabando e a falsificação de cigarros. Só aumentar o preço não adiantaria nada sem que houvesse um combate eficiente à ilegalidade.


Fonte: R7

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