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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vacinação contra a gripe H1N1 é prorrogada no Rio

Imunização pode ser feita até o dia 7 de maio em qualquer posto da cidade.
No Rio, a expectativa é vacinar 2,7 milhões de pessoas.


A vacinação contra o vírus Influenza A (H1N1) foi prorrogada até o dia 7 de maio no Rio. Jovens de 20 a 29 anos, doentes crônicos e crianças de 6 a 23 meses que ainda não se vacinaram contra a doença poderão se imunizar em qualquer posto de saúde da cidade. A informação foi publicada nesta segunda-feira (26) no Diário Oficial do município.

As gestantes também poderão tomar a vacina, porém o prazo vai até o dia 21 de maio, o mesmo das pessoas maiores de 60 anos com doenças crônicas, cuja imunização começou no último sábado (24).

Os idosos também poderão aguardar até o dia 8 de maio, Dia Nacional da Vacinação Contra a Gripe Comum, e tomar as duas vacinas de uma única vez, evitando assim duas idas aos postos de saúde.

A ação faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde para imunizar os grupos mais suscetíveis à doença. No Rio, a expectativa é vacinar, ao todo, 2,7 milhões de pessoas durante toda a campanha.

Para tomar a vacina, a pessoa deve levar documento de identidade. Quem tiver carteira de vacinação também deve apresentá-la no posto de saúde.

Confira o calendário de vacinação:

- Até 21 de maio: gestantes

- Até 7 de maio: doentes crônicos, exceto idosos e crianças de 6 meses a 2 anos incompletos (prorrogado)

- Até 7 de maio: jovens de 20 a 29 anos (prorrogado)

- Dia 24 de abril a 21 de maio: idosos com mais de 60 anos com doenças crônicas

- Dia 10 de maio a 21 de maio: pessoas de 30 a 39 anos


Em caso de dúvidas sobre calendário e locais de vacinação, o telefone do Telessaúde é 3523-4025.

Anvisa libera uso de suplementos de creatina e de cafeína para atletas

Substâncias não estavam na legislação e eram vendidas irregularmente.
Atletas de fim de semana não devem usar suplementos, recomenda agência.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta terça-feira (27) novas regras para alimentação de atletas que, entre outras medidas, libera a comercialização de suplementos de creatina e de cafeína no país. Até a edição da nova portaria, que será publicada até a próxima segunda-feira (3), essas substâncias eram comercializadas irregularmente para atividades de alto rendimento.

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Uma dieta balanceada, diversificada é suficiente para atender as necessidades nutricionais destas pessoas"
A Anvisa, no entanto, não recomenda o uso desses suplementos por praticantes de exercícios físicos para recreação, estética e promoção da saúde. Segundo a diretora da Agência, Maria Cecília Brito, os chamados atletas de fim de semana não necessitam de grande explosão física. “Uma dieta balanceada, diversificada é suficiente para atender as necessidades nutricionais destas pessoas”, afirma Maria Cecília.

A diretora da Anvisa justificou a liberação argumentando que a proibição vigorava até hoje por conta da falta de estudos sobre o efeito dessas substâncias na saúde do atleta. “Não se tinha segurança sobre o uso dessas substâncias. Até hoje, os produtos que tinham no mercado eram todos clandestinos. A partir de agora, com os estudos que foram feitos, eles podem ser comercializados”, garantiu Maria Cecília.

O rótulo das embalagens de suplementos de creatina terão que apresentar duas mensagens: “O consumo de creatina acima de 3g ao dia pode ser prejudicial à saúde” e “Este produto não deve ser consumido por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades”. As empresas também terão que imprimir a mensagem: “Este produto não substitui uma alimentação equilibrada e seu consumo deve ser orientado por nutricionista ou médico”.

Pelas novas regras, foram retirados da classe de alimentos destinados a esportistas de alto rendimento os aminoácidos de cadeia ramificada – conhecidos como o suplemento BCAA, por exemplo. A justificativa para o veto aos aminoácidos da cadeia ramificada é a constatação da Anvisa de que, apesar de não representar risco à saúde, esse composto não cumpria o efeito prometido do fornecimento de energia. As empresas terão 18 meses para se adequar às novas regras.

Novas aplicações no futuro
O Brasil era o último país do mundo que ainda não havia liberado a comercialização de suplementos de creatina, afirma Bruno Gualano, do Laboratório de Nutrição Experimental e Metabolismo Aplicados à Atividade Motora da Escola de Educação Física e Esporte da USP e pesquisador do Laboratório de Avaliação e Condicionamento em Reumatologia do Hospital das Clínicas.

Não é uma substância salvadora, mas seus efeitos terapêuticos são extremamente promissores, por mais que a creatina tenha sido ‘maltratada’ nos últimos anos"Bruno GualanoEm sua avaliação, a liberação anunciada pela Anvisa é “extremamente positiva” e abre caminho para, algum dia, a substância ser usada pela população em geral, e por idosos especialmente, até mesmo mais do que em atletas. “Em termos de segurança, eu diria isso com tranquilidade. Ela não é uma substância salvadora, mas seus efeitos terapêuticos são extremamente promissores, por mais que a creatina tenha sido ‘maltratada’ nos últimos anos.”

Nada a ver com doping
“É preciso deixar claro que creatina não tem nada a ver com doping. Ela é encontrada em alimentos tão comuns quanto carne, e o ser humano possui enzimas que processam essa substância. Em uma população como a brasileira, que consome muita carne, todos seriam tecnicamente dopados”, pondera Gualano, que pesquisa o tema há nove anos.

Não há risco adverso. O maior efeito é ganho de peso corporal. Tudo mais, podemos dizer, é lenda"Bruno Gualano“A creatina tem um potencial terapêutico imenso e não há risco adverso. O maior efeito é ganho de peso corporal. Tudo mais, podemos dizer, é lenda.” A principal objeção que alguns especialistas apontam em relação ao consumo de creatina é um suposto efeito prejudicial sobre as funções renais. “Nós já elaboramos uma série de trabalhos apontando que a creatina não prejudica a função renal”, afirma Gualano. “Mesmo em alguns casos de distrofia muscular já pesquisados há efeitos benéficos comprovados.”

Diabetes e memória
Gualano vai mais longe, e explica que pesquisas atuais avaliam o uso de creatina no tratamento de diabéticos. “Ela melhora o controle metabólico em caso de diabetes. Aumenta proteína para colocar açúcar do sangue para dentro do músculo. É similar à metformina, o medicamento antidiabetes mais empregado.” Há estudos também, ainda segundo Gualano, para aferir efeitos da creatina no campo da cognição em geral, melhorando memória e aprendizagem.

Para o especialista – que enfatiza não ter nenhum vínculo com laboratórios que comercializam a creatina – há preconceito contra o substrato energético porque a creatina é barata e não patenteável, o que desestimula a proliferação de pesquisas sobre seus efeitos. “A proibição que vigorava até hoje agravava essa situação, porque os comitês de ética das universidades não se sentiam confortáveis em autorizar pesquisas. O Brasil era o único que proibia. A França chegou a proibir por algum tempo com base em argumentos de baixa qualidade científica.”

EUA aprovam novo tratamento para câncer avançado de próstata

Método estimula o próprio sistema imunológico a lutar contra a doença



Os organismos reguladores americanos aprovaram um tratamento revolucionário contra o câncer de próstata avançado que estimula o próprio sistema imunológico do paciente a lutar contra a doença, informaram esta quinta-feira fontes oficiais.

A FDA (agência americana que regula alimentos e medicamentos) revelou que o tratamento, denominado Provenge, é concebido para uso em homens que têm câncer de próstata em estágio avançado, cuja doença tenha se espalhado para outras partes do corpo e seja resistente ao tratamento padrão hormonal, segundo Segundo Karen Midthun, diretora em exercício do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA.

- O Provenge oferece uma nova opção de tratamento para homens com câncer de próstata avançado, que atualmente têm disponíveis limitadas terapias eficazes.

O novo tratamento, desenvolvido pela Dendreon Corporation, sediada em Seattle (norte dos EUA), consiste na extração das células imunológicas do sangue do paciente, em um processo conhecido como leucaférese.

Para impulsionar a resposta do paciente ao câncer, as células imunológicas são expostas a uma proteína encontrada na maior parte dos cânceres de próstata antes de serem reintroduzidas, por via intravenosa, no corpo do paciente.

O procedimento estimula o próprio sistema imunológico do paciente a responder ao câncer, explicaram especialistas médicos.

A eficácia do Provenge foi estudada em 512 pacientes com câncer de próstata metastático em um teste aleatório, "duplo-cego" (no qual nem os voluntários, nem os pesquisadores sabem quem pertence ao grupo que se submeteu ao tratamento ou ao grupo de controle), que demonstrou um aumento geral da sobrevida de 4,1 meses, informou a agência americana.

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum de câncer em indivíduos do sexo masculino nos Estados Unidos, depois do de pele, e normalmente acomete homens mais velhos.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, estima-se que em 2009 ocorreram 192 mil novos diagnósticos de câncer de próstata nos Estados Unidos e 27 mil homens morreram vítimas da doença.


Fonte: http://www.r7.com/