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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Doente do coração precisa estar com check-up em dia antes da Copa

Pessoas com problemas cardíacos precisam maneirar na comida e no álcool


Palpitação, dor no peito, batedeira, aumento da pressão arterial: qualquer pessoa pode sofrer com esse tipo de sintoma durante um jogo de Copa do Mundo, ainda mais se o Brasil estiver em campo. Mas as pessoas com problemas cardíacos precisam redobrar os cuidados, fazer exames e estar com a medicação em dia antes de encarar essas emoções.

Em momentos de forte tensão, o corpo libera uma quantidade maior de adrenalina, um hormônio que aumenta a frequência dos batimentos do coração e estreita os vasos sanguíneos, o que faz crescer a pressão arterial. Isso pode causar complicações para pessoas com problemas do coração.

Um estudo feito durante a última Copa do Mundo, realizada em 2006, na Alemanha, indicou que o número de atendimentos médicos aumentou de modo considerável nos dias em que o time da casa jogava. O número de emergências cardíacas cresceu 2,66 vezes nas datas das partidas da Alemanha. Para os homens o aumento foi maior, chegando a 3,26 vezes. Entre as pessoas com doenças cardíacas, o índice foi quatro vezes maior.

A maior parte dos atendimentos aconteceu nas primeiras duas horas após o início da partida.

No estudo, publicado pela revista científica New England Of Medicine, os pesquisadores dizem que “uma partida de futebol estressante mais que dobra o risco de um incidente cardiovascular agudo”.

– Diante desse risco, principalmente em homens com doenças coronárias, são necessárias medidas preventivas urgentes.

Leandro Santini Echenique, cardiologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), recomenda que pessoas com histórico de problemas cardíacos e pressão alta procurem um médico para saber se o problema está controlado e pede também que eles mantenham a medicação em dia – o tratamento é avaliado caso a caso.

O médico conta que, em 2006, houve um aumento na procura por consultas com cardiologistas, mas não por causa dos jogos em si, e sim pela morte do humorista Bussunda, de ataque cardíaco, um pouco antes do campeonato.

– Todo mundo viu, ficou traumatizado e resolveu procurar um cardiologista. Aconteceu algo parecido após a morte do jogador Serginho, do São Caetano [o atleta morreu de ataque cardiorrespiratório durante uma partida contra o São Paulo, em 2004].

Carlos Alberto Pastore, cardiologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), diz que, além da medicação, os pacientes também precisam ficar atentos à alimentação, evitando excessos, e também evitar bebidas alcoólicas.

– O cara já tem problema de pressão, fuma e é obeso. Aí come aquele churrasquinho salgado e toma álcool. Acaba tendo um treco mesmo.


Fonte: R7

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Idosos que tomam medicamentos da forma incorreta têm mais chances de sofrer quedas

Essas pessoas caem 50% mais vezes do que as que seguem a medicação


Idosos que não tomam seus remédios da maneira correta têm mais chance de sofrer uma queda do que os demais. Essa é a conclusão de um estudo publicado na última edição da revista científica Journals of Gerontology
.
Os pesquisadores avaliaram moradores com mais de 70 anos da cidade norte-americana de Boston. Eles descobriram que aqueles que não tomavam corretamente a medicação caíram cerca de 50% mais vezes do que aqueles que tinham alta adesão a seus tratamentos.

Segundo a autora do estudo, Sarah Berry, cientista do Instituto de Pesquisa do Envelhecimento de Boston, as quedas podem ser consideradas como mais uma das consequências relacionadas à medicação irregular.

A falha dos pacientes em seguir direito a prescrição médica é considerada o problema número um no tratamento de doenças em todo o mundo. Pesquisadores da Universidade da Flórida chegaram até a anunciar uma pílula com um chip que avisa quando o remédio é ingerido.

Já os pesquisadores de Boston avaliaram 246 homens e 408 mulheres com uma idade média de 78 anos entre os anos de 2005 e 2008. Desse total, 376 reportaram 1.052 quedas.

Os idosos eram considerados com baixa adesão à medicação quando se esqueciam de tomá-la ou então quando a dispensavam pelo fato de se sentirem bem. Entre as pessoas avaliadas, 48% não tomavam a medicação corretamente. E esses idosos sofreram quedas com uma frequência maior do que os demais.
Segundo Berry, essa relação se manteve a mesma independentemente da idade, do sexo e da quantidade de remédios.

- Como é simples e comum não tomar os remédios, os responsáveis devem discutir essa questão com seus pacientes.


Fonte: R7


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Zé das Medalhas

Altair Domiciano Gomes, também conhecido como Zé das Medalhas, foi balconista da Farmácia do Leme da Prado Júnior e chegou a ter 15 quilos extras, garantidos pelos balagandãs.

Tudo começou em 1971, quando, já trabalhando no setor de perfumaria da Farmácia, ganhou de um menino uma peça de rádio de pilha e pendurou-a no pescoço. Foi assim que esse fluminense de Porciúncula que chegou ao Rio em 1957, encontrou sua identidade. “Sofri todo tipo de discriminação, antes disso. Copacabana era o bairro mais elegante do mundo, naquela época. Eu trabalhei como faxineiro numa casa de família na Av. Atlântica, e "não podia negro no prédio”, conta.


Morador da Prado Júnior há 40 anos, Zé das Medalhas é testemunha ocular da história da rua e garante que, nos tempos do Beco da Fome, ficou amigo de muita gente como Roberto Carlos, Arlete Sales e Jô Soares. Hoje, amigo e conselheiro de muitas das “meninas” da rua, Seu Altair tem todo o orgulho do mundo de ser como é: “quero morrer aqui, feliz, do jeito que eu sou”.


Tuberculose mata 1,8 milhão de pessoas por ano

Mortes acontecem principalmente em países pobres, por problemas de diagnóstico


Cerca de 6 milhões de vidas foram salvas entre 1995 e 2008 graças a programas de controle da tuberculose. Mas a doença causa ainda 1,8 milhão mortes por ano, principalmente nos países mais pobres por causa de diagnósticos mal feitos.
Novos tratamentos, vacinação em massa e financiamento massivo permitiriam reduzir a incidência da tuberculose em 94% até 2050, segundo uma série de estudos divulgados nesta quarta-feira (18) na revista britânica The Lancet.

Mas "a tuberculose é uma doença que não está na moda", lamentou o ministro da Saúde do Lesotho, Mphu Ramatlapeng, durante uma entrevista coletiva à imprensa em Genebra.

Segundo esses estudos, 36 milhões de pessoas que sofrem de tuberculose foram tratadas de 1995 a 2008, o que causou uma regressão na incidência da doença, mas de apenas 1% ao ano.

O problema vem principlamente de exames insuficientes. Cerca de 80% dos casos de tuberculose ocorrem em 22 países, onde a taxa de detecção dos casos foi multiplicada por seis entre 1995 e 2008. Mas 39% permanecem não detectados. Pior, a coinfecção da tuberculose e do HIV (o que multiplica por 20 os riscos da tuberculose) é detectada apenas em menos de 25% dos casos.

Um diagnóstico melhor do HIV e o início rápido de um tratamento, seja qual for o nível de infecção pelo HIV, pode reduzir a incidência da tuberculose.

Enquanto isso, as formas de tuberculose resistentes aos tratamentos se alastram. Em 2008, houve 440.000 casos (3,6% do total), mas apenas 7% foram identificados e tratados. Em alguns países, como Botsuana, Peru ou Coreia do Sul, a incidência dessas formas resistentes aumentou.

O tratamento com um coquetel de até sete medicamentos dura quatro vezes mais tempo e é muito mais caro do que um tratamento clássico: US$ 3.500 por paciente em média contra US$ 20.

Segundo os pesquisadores, "a eventualidade da existência de formas totalmente resistentes a todos os tratamentos antituberculose não é inconcebível".

Para reduzir o impacto da doença, seria necessário a partir de agora, de acordo com os pesquisadores, desenvolver e aperfeiçoar os esforços de prevenção, com gastos maiores: uso de isoniazida (um antibiótico), desenvolvimento de vacinas mais eficazes e redução dos riscos.


Fonte: R7


terça-feira, 18 de maio de 2010

Farmácias do Estado do Rio poderão deixar remédios ao alcance de clientes

Medicamentos que não precisam de prescrição médica, como analgésicos, vitaminas e antitérmicos, poderão ser colocados ao alcance dos consumidores por farmácias e drogarias localizadas no Estado do Rio de Janeiro, ao contrário do que determina a Resolução 44, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A mudança, que vale apenas para os estabelecimentos do Estado do Rio, foi defendida pelos parlamentares que aprovaram, nesta quinta-feira (29/04), em segunda discussão, o texto assinado conjuntamente pelos deputados Edson Albertassi (PMDB) e Cidinha Campos (PDT). “Acredito que uma lei estadual tem mais força que uma resolução de uma agência”, explicou Albertassi.

Para Cidinha Campos, o projeto rompe com uma tentativa de cercear o consumidor. “No Brasil há esse movimento para tutelar o consumidor. Isso é um retrocesso, um passo atrás na relação de consumo”, acredita a parlamentar, que preside a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em plenário, Cidinha lembrou que “no mundo inteiro é possível pegar esses medicamentos sem ter que ir ao balcão”.

Para Albertassi, a proposta dá sequência a outras normas suas que tratam da prestação de serviços nas farmácias, como a que garantiu a estes estabelecimentos a possibilidade de aplicação de injeções, a medição de pressão arterial e a aerossolterapia (inalação). Assim como a colega, ele critica a falta de confiança no julgamento do consumidor. “Não faz sentido que se pense que isso estimulará o consumo. Esse raciocínio deprecia nossos consumidores”, argumentou.

O texto será enviado pela Alerj ao governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.


Fonte: ASCOFERJ

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Medicamentos descongestionantes nasais tópicos à base de nafazolina

12 de maio de 2010


A Gerência Geral de Medicamentos informa que empresas fabricantes de medicamentos descongestionantes nasais tópicos à base de nafazolinaforam notificadas a recolher do mercado os produtos vendidos como isentos de prescrição médica, pois de acordo com a lista de grupos e indicações terapêuticas especificadas (GITE) os descongestionantes nasais tópicos são isentos de prescrição médica, com exceção dos que contenham vasoconstritores.
Informamos que os produtos que por ventura tenham sido adquiridos no mercado não apresentam desvios de qualidade, no entanto, foram recolhidos do mercado de modo a adequar os modelos de bula e rotulagem de modo a apresentar a restrição de venda: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”.


Gerência Geral de Medicamentos (GGMED)


Fonte: ANVISA

Médicos querem criar agência para regular uso medicinal da maconha

Brasil proíbe que ' Cannabis' possa ser transformada em remédio.
Confira entrevista com especialista que defende uso terapêutico da droga.



Começa nesta segunda-feira (17), em São Paulo, um encontro científico internacional para discutir a criação de uma agência reguladora para o uso medicinal da maconha no Brasil. Hoje, o país não permite que os princípios ativos da planta possam se transformar em remédios.

A fundação de um órgão desse tipo é uma exigência da Organização das Nações Unidas. Em países como os EUA, Canadá, Reino Unido e Holanda, a Cannabis já é usada como analgésico, estimulador do apetite ou para o controle de vômitos.

Aqui, o grande defensor de terapias com a maconha é o médico Elisaldo Carlini, que organizou o evento. Segundo ele, as substâncias presentes na planta são muito úteis para serem deixadas de lado. "Há centenas de trabalhos científicos mostrando os efeitos terapêuticos da maconha", afirma.

De acordo com o médico, não é de hoje que se conhece o efeito benéfico da droga. A prova de sua afirmação está em um livro de medicina de 1888, comprado por seu avô, onde a Cannabis constava como remédio.
Carlini, porém, não é favorável à liberalização da maconha para uso recreativo, e nem se encaixa no estereótipo "bicho-grilo", muitas vezes associado aos usuários da droga.
Professor de medicina na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ele tem 79 anos e já foi chefe da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, a atual Anvisa. Hoje, dirige o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e é membro do comitê de peritos da Organização Mundial da Saúde ( OMS) sobre álcool e drogas.

Confira, abaixo, trechos da conversa que o G1 teve com o médico da Unifesp.


G1 - As substâncias químicas da maconha são tão importantes para a medicina a ponto de haver esse esforço para a criação de uma agência reguladora?

Elisaldo Carlini - Essas substâncias estão reconquistando uma posição que elas tinham no início do século XIX e no início do século XX, quando a maconha era considerada quase uma divindade na neurologia para tratamento das dores de origem nervosa.

O próprio Dr. John Russell Reynolds, que era médico da Rainha Vitória na Inglaterra no fim do século XIX, dizia que a maconha, quando administrada na dose adequada - e o produto controlado nas suas qualidades -, era um dos medicamentos mais preciosos.
Depois se perdeu totalmente essa visão, e a maconha foi considerada uma droga maldita, uma droga que a ONU coloca como especialmente perigosa, ao lado da heroína, o que é uma coisa totalmente irreal.

G1 - Não se corre o risco de esses remédios serem usados para "fins recreativos"?

Elisaldo Carlini - Se não houver os devidos cuidados, pode acontecer. É como a morfina, que está disponível, todos os pacientes têm o direito de ter, mas que não deve ficar "à solta", não se pode ter na prateleira de uma farmácia sem maiores cuidados. Terá que haver uma legislação que garanta o controle adequado, como existe na morfina.
Em alguns países onde o delta-9-THC [uma das substâncias da maconha] está sendo comercializado, não há exemplo de desvio. Nesses casos, o fato de a maconha ter se transformado em medicamento tirou um pouco o encanto, o desafio às regras que é muito comum o jovem querer praticar.

G1 - Os pacientes podem ficar dependentes desses remédios?

Elisaldo Carlini - A OMS fez um estudo mundial para investigar casos de dependência causados pelo delta-9-THC e não conseguiu encontrar.

G1 - Como é possível pesquisar maconha no Brasil, já que a venda da droga é proibida?

Elisaldo Carlini - É complicado. Você tem de fazer um projeto que seja aprovado pela sua universidade, onde o comitê de ética opina. Aí é necessário conseguir uma aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e também da Anvisa, que tem de aprovar o projeto para liberar a droga. Então a droga tem de ser importada dos Estados Unidos, da Alemanha, onde há cultivo legal. E o governo dos países que vão exportar para o Brasil têm de aprovar, também.

G1 - Você é a favor da liberalização da maconha?

Elisaldo Carlini - Sou a favor da "despenalização". Eu acho que o enfrentamento do uso de qualquer droga não passa por repressão e prisão. Passa por uma educação em que o indivíduo tem de saber o que ele está fazendo. Já esse "liberou total" que estão querendo não traz benefício nenhum. Eu, particularmente, não sou a favor. Mas eu não sou contra a discussão desse assunto.


Fonte: G1

Certas mamadeiras de plástico podem fazer mal à saúde do bebê

Pesquisas recentes revelam que um tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças. Fantástico separou dicas.


Atenção, mães e pais! Se vocês têm filhos que usam mamadeiras, fiquem de olho nesta reportagem: pesquisas recentes revelam que um tipo de plástico muito usado em mamadeiras pode provocar doenças. Quem explica é a repórter Flávia Cintra.
Quem é mãe sabe: diante de tantas opções, como escolhe a mamadeira do seu filho? “Pela cor, porque é menininho. Eu sempre compro azul”, diz uma jovem. "Eu procuro alguma semelhante com o bico do seio", comenta outra. "Eu gosto de uma que abre em baixo, porque aí eu lavo, coloco para esterilizar", diz mais uma.

Mamadeira de plástico ou de vidro? "Eu compro de plástico", cita outra mãe. "Prefiro mamadeira de vidro", comenta mais uma.

A mamadeira de plástico é motivo de preocupação em vários países. Pesquisas mostram que, em determinadas condições, o plástico pode liberar uma substância prejudicial às crianças. A substância é o bisfenol A, também conhecida como BPA.

No começo do ano, o departamento americano que controla remédios e comidas passou a orientar as famílias a tomarem cuidado com o plástico na preparação da alimentação infantil. Essa notícia pegou muitas mães de surpresa, gerando muitas dúvidas e preocupações. Por isso, o Fantástico reuniu três mães – a Andréia, a Rosana e a Mônica – com o doutor Anthony Wong.

Quanto mais nova for a mamadeira, maior a quantidade de bisfenol ela desprende? "Sim. Quanto mais nova a mamadeira. Se essa mamadeira for de plástico e conter bisfenol A, certamente quanto mais nova a mamadeira maior quantidade dessa substância”, explica Wong.

Assim como nas mamadeiras, as chupetas fabricadas com BPA ou bisfenol também podem fazer mal à saúde. “Existem sete classificações internacionais para o plástico. O 1 a 6 não têm BPA. O maior risco é grupo 7”, diz Wong.

Dicas para as mães
Preste atenção: o número 7, que indica presença de bisfenol , normalmente aparece dentro de um triângulo, na parte de baixo de produto. Anote outras dicas importantes: pratos e potes plásticos também podem conter bisfenol A. Por isso, aqueça os alimentos em recipientes de vidro ou cerâmica. Não ferva nem lave a mamadeira com água quente. Basta detergente e água fria.

As indústrias estão proibidas de fabricar mamadeiras com esse tipo de substância no Canadá, Costa Rica e Dinamarca. Na França, o Senado aprovou a proibição em caráter provisório. Nos Estados Unidos, o bisfenol A foi proibido nos estados do Illinois e em Minnesota. Outros estados americanos debatem o assunto.

"Existe sim relação entre o BPA e câncer", afirma Sarah Vogel, doutora em química pela Universidade de Columbia. "Quanto mais jovem, maior o grau de exposição", completa.
As pesquisas sobre os efeitos do bisfenol em seres humanos ainda não são conclusivas e dependem de novos estudos, mas os dois médicos ouvidos pelo Fantástico afirmaram que não há motivo para pânico.

"Eu acredito que não é um motivo de alarme para as pessoas, mas simplesmente uma forma de você ficar atento. Você esquenta num lugar passa para o outro e acabou”, afirma Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP).

“A prática de aquecer o leite em outro frasco, que não seja de plástico, passar para a mamadeira e dar imediatamente para a criança ameniza o problema?”, pergunta uma mãe.

“Sem dúvida. Você deixa esfriar um pouquinho e depois transferir para a mamadeira numa temperatura ambiente, o risco de eluição, a saída do BPA do plástico para o leite ou para o líquido lá dentro, é praticamente zero”, explica Wong.

Uma última dica dos médicos: amamentar no peito é sempre melhor do que qualquer tipo de mamadeira.

"Se possível, até 1 ano de idade. Exatamente porque o leite materno sai diretamente, realmente está isento não só de bisfenol, como de um monte de outros contaminantes. Além de fornecer à criança anticorpos que protegem contra doenças tão graves da infância”, conclui o médico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) informa que, no Brasil, o limite é de 0,6 miligrama de bisfenol para cada quilo de plástico. Em nota enviada ao Fantástico, a Anvisa diz que acompanha a discussão internacional sobre o bisfenol, e que considera seguro para o ser humano o limite vigente no país para essa substância.





Fonte: G1