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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Veja dicas de saúde para quem vai à Copa do Mundo na África do Sul

Ministério da Saúde e a Anvisa apontam cuidados essenciais para antes e durante a viagem.


O Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) elaborou uma lista de cuidados necessários para o brasileiro viajar à Copa do Mundo da África do Sul sem aborrecimentos. Entre os cuidados principais, é necessário tomar algumas vacinas com antecedência mínima de dez dias antes do embarque, providenciar um receituário completo com a relação dos medicamentos de uso contínuo, contratar um seguro de saúde internacional e ficar atento à alimentação.

Vacinas
De acordo com Eduardo Hage, diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, quem for viajar ao continente africano tem que estar em dia com a vacina contra sarampo, rubéola e febre amarela. Além disso, conforme a faixa etária, os calendários de vacinação (criança, adolescente, adulto/idoso, povos indígenas), também devem ser atualizados para caxumba, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e poliomielite.

- No caso da febre amarela, a entrada no país só é permitida com a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, por exigência do governo daquele país alerta o diretor. Essas vacinas são fornecidas gratuitamente em todos os Estados do país, nos postos de saúde.

Mas cabe lembrar que, após tomar a vacina de Febre Amarela, o viajante precisa levar seu passaporte e o cartão de vacinação assinado a um Centro de Orientação ao Viajante da Anvisa para obter o CIVP(Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia).

Para emissão do CIVP é necessário estar com a vacina válida (a proteção dura 10 anos) ou vacinar-se pelo menos dez dias antes da data da viagem em um serviço de vacinação. Lembre-se de observar se o cartão nacional de vacinação está completamente preenchido e sem rasuras

Cuidados com a gripe A (H1N1) e com doenças transmitidas por mosquitos

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), os viajantes que vão à África do Sul também devem estar atentos aos riscos de contágio por Influenza A H1N1, cólera, malária, sarampo e febre do Rift Valley.

Para as doenças transmitidas por mosquitos, a dica é utilizar repelentes nas partes mais expostas do corpo. A escolha de hotéis que possuam proteção contra insetos, como ar-condicionado e telas de proteção nas portas e janelas, também é uma forma de evitar essas doenças.

Cuidados básicos de higiene, como lavagem constante das mãos com água e sabão, não podem ser esquecidos.

Cuidados com a alimentação

Evite consumir alimentos vendidos por ambulantes;
Opte por alimentos cozidos para evitar desarranjos intestinais;
Beba somente água mineral ou bebidas industrializadas em gelo;
Evite comer carne crua e/ou mal passada.


Fonte: R7

Mutirão nacional da dor de cabeça oferece tratamento gratuito

Com o objetivo de indicar o melhor tratamento e evitar a automedicação, o 2º Mutirão Nacional da Dor de Cabeça vai acontecer nesta sexta-feira (28) e no sábado (29), nas principais capitais do Brasil e outras cidades.

O evento acontece em razão do Dia Nacional da Cefaleia (29 de maio) e pretende fornecer atendimento especializado gratuito a pacientes que sofrem há anos com as dores de cabeça constantes, mas nunca tiveram a chance de tratar o problema.

A organização da iniciativa informou que a campanha vai difundir conhecimentos sobre as cefaleias, alertar para os riscos do uso excessivo de medicamentos, principalmente analgésicos, e orientar a população para o reconhecimento das dores e o tratamento apropriado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia e a Academia Brasileira de Neurologia, os vários tipos de cefaleias crônicas afetam mais de 20% da população, mas apenas menos de 10% procuram um neurologista e um contingente ainda menor, inferior a 2%, tem acesso a especialistas em dor de cabeça.

Haverá atendimento em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belo Horizonte e mais oito cidades. O agendamento deve ser realizado no site da Sociedade Brasileira de Cefaleia.


Fonte: Notícias BOL

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mortes por doenças cardíacas e derrame crescem no inverno

Estudo australiano mostrou que a população não se protege das temperaturas frias


Pesquisadores australianos descobriram que as mortes causadas por doenças cardiovasculares no país aumentam “dramaticamente” durante o inverno. Uma das razões, de acordo com o estudo da Universidade de Tecnologia de Queensland, é que muitas pessoas não se protegem corretamente contra o frio.
Para Adrian Barnett, médico do Instituto de Saúde e Inovação Biomédica, o frio aumenta a pressão sanguínea porque as veias e artérias ficam mais estreitas, o que afeta o sistema circulatório.

A situação fica mais grave na Austrália, segundo o pesquisador, porque os australianos não usam roupas adequadas durante o inverno, além de as casas não estarem bem protegidas das temperaturas baixas.

- O inverno australiano apresenta mais riscos à saúde do que o inverno dos países do Norte da Europa, como Suécia e Finlândia. Quando as temperaturas caem 19 graus na Austrália, cresce o número de mortes causadas por complicações do coração e da circulação.

Os idosos são os mais afetados, de acordo com o estudo, porque a sensibilidade deles é menor e eles acabam não percebendo tanto o frio.

Para se proteger, no entanto, Barnett não recomenda aquecedores, mas, sim, alguns acessórios individuais, como chapéus, luvas e sapatilhas.

- Eles são mais eficientes que os aquecedores.







Fonte: R7

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ginecologistas e obstetras ameaçam deixar de atender pacientes de planos de saúde

Ginecologistas e obstetras estão ameaçando parar o atendimento médico de pacientes com planos de saúde. Eles acreditam que o valor pago por consulta deveria ser cinco vezes maior do que o repassado atualmente.
A manifestação tem o apoio do obstetras (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) e vai lançar nos próximos dias uma campanha publicitária.


Fonte: R7

População de SP recebe orientação sobre glaucoma

Sem tratamento, doença pode provocar a cegueira total


O glaucoma, doença que afeta o e provoca cegueira, é tema de palestras e eventos nesta quarta-feira (26), Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. No vão livre do Museu de Arte de São Paulo ( MASP), na Avenida Paulista, a partir das 9h, a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SGB) irá orientar a população sobre a doença e realizará testes para descobrir se há propensão de desenvolver as lesões.

O glaucoma é causado pelo aumento da pressão dos olhos, que danifica as estruturas internas do olho. Se não for tratada desde cedo, a doença pode provocar a cegueira total. João Antônio Prata Jr, presidente da SBG, diz que "glaucoma não tem cura, mas tem controle". Segundo ele, quanto mais cedo for diagnosticado, menores os riscos à visão.

O oftalmologista da clínica Cerpo Oftalmologia e professor da faculdade de medicina do ABC, Rodrigo Angelucci, explica que a doença não apresenta sintomas.
– Quando os sintomas aparecem, o glaucoma já está avançado. Por isso é preciso ficar atento aos fatores de risco. Pessoas acima de 50 anos, da raça negra ou descendentes, com miopia e histórico de glaucoma na família, devem procurar um oftalmologista.


Fonte: R7


terça-feira, 25 de maio de 2010

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Divirta-se na Copa da Cabeça aos Pés!!!


Nada melhor do que entrar no clima da Copa por inteiro.


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Medley lança produto menos agressivo a pele para cuidar da acne

A Medley Indústria Farmacêutica lança no mercado em junho o Adapel, medicamento para o tratamento de acne. Composto pelo princípio ativo adapaleno 0,1%, um retinóide de terceira geração, o creme é bem mais tolerado do que os outros retinóides, como a tretinóide e a isotretinoína. “Com o preço 35% menor que o medicamento de referência, Adapel viabiliza o tratamento, atendendo a uma maior parcela de pacientes”, destaca Marcelo Pontello, Gerente de Produtos da Linha de Dermatologia.


Fonte: ASCOFERJ

Remédios genéricos são a bola da vez para a Hypermarcas

Não medicamentos movimentam cerca de R$ 1bilhão de janeiro a março.

Dados coletados pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP ) revelam que a venda de produtos de higiene, perfumaria e cosméticos nas maiores redes de farmácias do País ultrapassou R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2010.

A pesquisa foi encomendada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), entidade que congrega 28 redes do canal farma e mais de 3 mil lojas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O faturamento real desta categoria de produtos teve variação positiva de 15% em relação ao mesmo período de 2009. A participação dos não medicamentos no bolo total de R$ 3,83 bilhões foi de 28%.

"O consumidor sabe que encontra bons preços nas farmácias e drogarias, valoriza o acesso à variedade de produtos expostos e prefere a comodidade das lojas nas vizinhanças", justitica Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma. O dirigente lembra-se de pesquisa do Ibope de 2009 para reforçar sua tese.

Segundo levantamento realizado pelo Ibope em seis capitais (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo) em setembro de 2009, 77% dos entrevistados aprovam a diversificação do mix de produtos nos estabelecimentos farmacêuticos brasileiros. "O resultado do trimestre confirma um hábito de consumo consagrado pela população e que, ao mesmo tempo, assegura a manutenção do comércio farmacêutico", complementa.


Fonte: ASCOFERJ

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV, diz Anvisa

"Segundo agência, falso resultado pode ocorrer após vacinação.
Alteração em anticorpo ‘engana’ teste mais comum realizado no Brasil."


Nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) revela que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a técnica Lílian Inocêncio, responsável pela área de Laboratórios do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids) do Ministério da Saúde, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe.
O problema já havia sido detectado pela Anvisa em março, mas foi abordado nesta sexta-feira (21) pelo DST/Aids. Na nota de março, a agência dizia que “podem ser obtidos resultados falso-positivos em testes imunoenzimáticos para detecção de anticorpos contra o vírus da Imunodeficiência Humana 1 (HIV 1), o vírus da Hepatite C e, especialmente, HTLV-I, devido à produção de IgM em resposta à vacina contra Influenza A(H1N1)”.
O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.
A técnica Lílian Inocêncio disse que o procedimento padrão da rede pública de saúde em casos de resultado positivo para HIV já é fazer a contraprova por meio de outro tipo de exame, o Western Blot, mais caro.
Segundo ela, não há motivo para pânico. “Ninguém precisa se preocupar porque nenhum paciente vai receber o resultado positivo sem que seja feita a contraprova”, afirmou Lilian. De acordo com ela, nenhum paciente é informado de que tem o vírus HIV sem que seja feita antes a contraprova.
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (21) no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde José Gomes Temporão alertou sobre o falso resultado positivo.

“Quando acontece esse falso positivo, que são casos raros, qual é a consulta? É muito simples: isso só acontece dentro de 30 dias a partir do momento que a pessoa tomou a vacina. Dando positivo, ela vai refazer esse teste, com um teste mais sofisticado, e esse vai dar, com certeza, se ela é positivo ou não”, afirmou. Ele fez questão de esclarecer que a vacina contra H1N1 não oferece nenhum risco de transmissão de HIV.
Problema incomum, mas sem gravidade
“Não é comum essa reação cruzada, esse encadeamento de falsos-positivos [quando um teste diz que a pessoa está doente, mas ela não tem nada] por geração de anticorpos para vírus tão diferentes, o H1N1 e o HIV”, aponta Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP.
“No limite, o que acontece com a produção industrial em ritmo acelerado da vacina contra a nova gripe é que, se a quantidade de adjuvantes, os componentes que potencializam a ação da vacina, estiver um pouco acima, pode fazer a resposta imunológica ter uma reatividade cruzada: acabar dando positivo para várias outras coisas.”
“Não tem nenhuma gravidade, do ponto de vista que a pessoa não está realmente infectada, mas a contraprova é importante”, diz Cunha-Neto.


Fonte: G1


Governo começa a vacinar crianças de 2 a 4 anos nesta segunda

Prazo para que elas tomem a dose, que será dividida em duas, vai até 2 de junho


Começa nesta segunda-feira (24) em todo o Brasil a vacinação contra a gripe A ( H1N1), popularmente conhecida como suína, para crianças entre dois e quatro anos de idade. O prazo para que elas tomem a dose vai até o dia 2 de junho – ao todo, há 9,6 milhões de crianças brasileiras nessa faixa etária, segundo o Ministério da Saúde.
Inicialmente, as crianças de dois a quatro anos não faziam parte da população com direito a receber a vacina grátis em razão de não estarem entre os que apresentavam casos mais graves ou mortes por causa da gripe. No entanto, vacinar os pequenos dessa idade já era uma recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O Ministério da Saúde diz que resolveu mudar a estratégia por ter um estoque estratégico de 10,8 milhões de doses, que foram “reservadas para eventualidades durante a campanha”.

Um detalhe importante é que, assim como aconteceu com as crianças de seis meses a dois anos, a dose será dividida em duas. Por isso, 21 dias depois da primeira aplicação, as crianças precisam ser levadas de novo aos postos para tomar a segunda parte da vacina.

Pessoas de outras faixas etárias que ainda não se vacinaram até esta sexta-feira (21), data oficial do fim da campanha, também poderão tomar a dose durante esse período. É o caso de pessoas de 30 a 39 anos e grávidas. O ministério diz em nota que recomenda que as secretarias estaduais e municipais ofereçam a dose para "pessoas pertencentes aos demais públicos-alvo que por ventura não tenham atingido a meta de cobertura nessas cidades".

– Isso inclui doentes crônicos, crianças de seis meses e menores de dois anos e adultos de 20 a 29 anos. Os idosos que ainda não se vacinaram contra a gripe comum também poderão ser imunizados até o dia 2.

Ainda há grupos em que o nível de vacinação é preocupante. O governo quer vacinar 80% do total de pessoas incluídas em cada parcela da população que deve se vacinar, mas certos grupos ainda não atingiram essa meta. É o caso das gestantes, que atingiram apenas 68% da meta de vacinação, adultos de 20 a 29 anos (77%) e de 30 a 39 anos (37%). Para o governo, o maior desafio da campanha de vacinação é imunizar os adultos entre 20 e 29 anos, que, por se sentirem saudáveis e não terem muito o hábito de irem a postos de saúde, resistem mais.


Fonte: R7

Líderes de mercado, remédios similares enfrentam resistência de médicos

Anvisa e Conselho de Farmácia dizem que esses medicamentos são eficazes


Os medicamentos similares, apesar de dominar as vendas de remédios no Brasil, com 65% do mercado, dividem a opinião dos médicos com relação a sua eficácia. Enquanto alguns especialistas dizem que esses remédios são seguros e confiáveis, outros são mais resistentes e evitam receitá-los para seus pacientes.
Os similares possuem o mesmo princípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características que o medicamento original, mas somente os genéricos possuem a mesma eficácia clínica e a mesma segurança que os medicamentos de referência e, por isso, são considerados seus equivalentes terapêuticos.

Remédios como o Melhoral Infantil, do laboratório DM, e o AAS, do Sanofi Aventis, por exemplo, são similares da Aspirina, o medicamento de referência feito pelo laboratório Bayer. Já os genéricos são chamados pelo nome do princípio ativo, que, no caso, é o ácido acetilsalicílico, usado como analgésico e anti-inflamatório.

Mas enquanto os genéricos são “idênticos” aos medicamentos de marca, os similares são considerados “semelhantes”. E essa diferença se mede pelos testes a que cada um é submetido.

Os similares passam pelos testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade relativa. Enquanto o primeiro certifica que o similar contém o mesmo princípio ativo, na mesma quantidade e com as mesmas características que o medicamento de referência, o segundo se relaciona à quantidade e à velocidade de absorção do princípio ativo na corrente sanguínea.

Há os medicamentos genéricos, além de passarem pela equivalência farmacêutica, passam também pelo teste de bioequivalência, que é mais completo que o de biodisponibilidade. A bioequivalência assegura que o medicamento genérico é o equivalente terapêutico do de referência. Isso quer dizer que o genérico tem a mesma eficácia clínica e a mesma segurança em relação ao remédio de marca.

É por esse motivo que os similares não são considerados "intercambiáveis" com os medicamentos de referência, ou seja, não podem substituir completamente os de marca, como acontece com os genéricos.

Fora da receita

O presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica), Antonio Carlos Lopes, que é também professor titular de Clínica Médica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), admite que não prescreve medicamentos similares para seus pacientes.

- O similar não passa por todos os testes, então, tecnicamente, a qualidade dele é questionável. [Por isso] não podemos aceitar o similar.

O cardiologista José Luís Aziz, professor da Faculdade de Medicina do ABC, tem uma opinião semelhante.

- O governo não tem um controle tão grande com os similares. Tem laboratórios [que produzem similares] que você nem conhece. Além disso, muitos farmacêuticos ganham comissão em cima desses remédios. Eles vendem dois e a farmácia ganha um.

Aziz afirma que, nos pacientes que acompanha, os tratamentos à base de similares são menos eficientes do que aqueles que usam os de referência e genéricos.

- Mas existem fábricas idôneas, daí a gente receita. O paciente só não pode ficar à mercê do balcão de farmácia.

Pelo fato de os genéricos gastarem mais com esses testes de aprovação, eles acabam sendo em geral mais caros que os similares. Além disso, não há identificação na embalagem mostrando que um medicamento é similar, diferente do que ocorre com os genéricos, cujas embalagens contêm uma tarja amarela e a letra "G" inscrita.

Segundo o professor José Nassute, do Departamento de Farmácia da Unesp (Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho), o preço mais baixo aliado à falta de identificação dos similares favorece a venda desses medicamentos. Mas ele acredita que os similares estão “com os dias contados, pois as pessoas preferem comprar os genéricos”.

No entanto, após 11 anos da lei de genéricos, que pretendia melhorar a qualidade dos medicamentos e facilitar o acesso da população aos tratamentos, o mercado de remédios no Brasil não é favorável aos genéricos. De acordo com informações fornecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os similares representam 65,31% das vendas. Já os genéricos têm 13,23% e os de marca ficam com 20,46%. Esses são os dados mais recentes e se referem ao ano de 2008.

"Similares são eficazes"

Apesar dessa resistência, a Anvisa e o Conselho Federal de Farmácia garantem que esses medicamentos são seguros e eficazes. Segundo a agência de vigilância sanitária, os testes de biodisponibilidade são suficientes para garantir que os similares tenham eficiência clínica comparável com a do medicamento de referência.

Segundo o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, os testes de qualidade são eficientes e a fiscalização desses medicamentos é rigorosa.

- Quando qualquer desvio é registrado, a Anvisa retira os medicamentos do mercado.

Segundo Santos, os medicamentos similares poderão ser transformados em genéricos desde que façam todos os testes exigidos e sejam registrados pela Anvisa com essa classificação. Mas isso não ocorre, segundo ele, para que o preço dos similares não suba, já que, ao incluir os gastos com todos os testes, os laboratórios terão de transferir o preço a seus produtos.

De acordo com a médica Leila Beltrami Moreira, professora do Departamento de Farmacologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e coordenadora da Comissão de Medicamentos do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, os genéricos são mesmo mais testados que os similares, mas isso não representa um risco para o tratamento dos pacientes.

Para Leila, pode haver diferenças como dosagem e absorção, mas o mais importante é conhecer o medicamento que está sendo prescrito e, além disso, dar ao paciente a possibilidade de ele escolher seu remédio.

- Se está aprovado na Anvisa, tem que ter preenchido os requisitos mínimos de qualidade. Então, ruim não pode ser.



Fonte: R7