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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Hospital busca pessoas que tiveram câncer de pulmão para teste de vacina

Medicamento pode inibir a reincidência da doença.
Pessoa precisa ter passado por cirurgia recentemente.



Cientistas do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, estão buscando voluntários para uma pesquisa para prevenir a volta do câncer em quem teve esse problema no pulmão. Os médicos estão testando uma nova vacina que inibe a metástase (volta dos tumores).
Para poderem participar do estudo os pacientes precisam ter passado por cirurgia para a remoção do câncer recentemente. A doença que sofreram tem que ser do tipo carcinoma pulmonar de células não-pequenas.
Quem tiver interesse em participar da pesquisa deve ligar para o hospital e responder a um questionário. O telefone é (11) 3155-4207.



Fonte: G1

Campanha de vacinação contra pólio ocorre neste sábado

Meta do Ministério da Saúde é imunizar 14,6 milhões de crianças até 5 anos.
Último caso de paralisia infantil foi registrado no Brasil em 1989.



Crianças menores de 5 anos devem ser vacinadas, neste sábado (12), em todo o país, contra a paralisia infantil. A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, do Ministério da Saúde, pretende imunizar 14,6 milhões de crianças, o que representa 95% dos menores de 5 anos.
Para cada etapa da campanha, segundo o Ministério, serão distribuídas cerca de 24 milhões de doses da vacina contra a paralisia infantil. En todo o país, a imunização contará com 115 mil postos. A segunda dose da vacina contra a pólio será aplicada em 14 de agosto.
A vacinação contra a paralisia infantil é administrada via oral, e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o ano nos postos de saúde para as vacinações de rotina. O Ministério alerta que todas as crianças menores de 5 anos tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.
A orientação é para que os pais ou responsáveis procurem informações junto à Secretaria de Saúde do seu município para saber sobre locais de vacinação e horário de funcionamento.
Outras vacinas
Segundo o Ministério da Saúde, durante o dia de vacinação contra a poliomielite equipes de saúde aproveitam para atualizar o cartão de vacinas da criança, com vacinas contra doenças como coqueluche, sarampo, difteria, rubéola, tétano e rotavírus. A atualização de vacinas ocorre apenas em postos fixos.
No caso das crianças de 2 anos a menores de 5 anos, muitos municípios devem aproveitar a primeira etapa da campanha para imunizar as crianças que ainda não se vacinaram contra a nova gripe. Se esse é o caso do seu filho, consulte a disponibilidade da vacina contra a nova gripe junto à Secretaria da Saúde de sua cidade.
Em geral, segundo o Ministério, tomar duas ou mais vacinas no mesmo dia não oferece risco à saúde das crianças.

Paralisia infantil

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, segundo a pasta, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo é necessário continuar com a vacinação.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave, causada e transmitida por um vírus (o poliovírus). A contaminação se dá principalmente por via oral. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores.


Fonte: G1

Cientistas detectam efeitos colaterais em remédios contra câncer

Medicamento Bevacizumab pode causar lesões hepáticas graves


Cientistas dos Estados Unidos advertiram nesta quinta-feira (11) que o medicamento Bevacizumab usado na quimioterapia contra o câncer pode causar lesões hepáticas graves e comprometer a eficácia do tratamento.

Em um estudo publicado na revista Journal of the American Society Nephrology, os cientistas do Centro Oncológico da Universidade de Stony Brook, assinalam que os médicos devem observar estreitamente a saúde hepática de seus pacientes quando receitam esse remédio que é um inibidor angiogenético.

O remédio aplicado bloqueia a ação de uma proteína chamada fator de crescimento endotelial, que inibe a produção de copos capilares em torno dos tumores. No entanto, segundo os cientistas, o Bevacizumab pode provocar a perda de proteína na urina (proteinúria), assim como lesões hepáticas.

Os cientistas do Centro Oncológico dessa universidade analisaram os históricos médicos de 12.268 pacientes que tinham diversos tipos de tumores. Segundo os resultados, se verificou proteinúria em 2,2% dos pacientes que recebiam bevacizumab.

Em comparação com aqueles que recebiam um tratamento de quimioterapia sem esse remédio, o perigo de desenvolver proteinúria grave aumentou 4,79 vezes. O perigo de desenvolver síndrome nefrótica aumentou 7,78 vezes, síndrome que reúne uma série de sintomas entre os que inclui a filtragem de proteína na urina, baixos níveis de proteína no sangue, altos níveis de colesterol triglicerídeos, assim como inflamação.

Quando os cientistas analisaram os tipos de câncer descobriram que os pacientes com maior risco de desenvolver proteinúria (10,2%) eram aqueles que sofriam câncer hepático. Os resultados assinalam que é especialmente importante observar os efeitos do Bevacizumab em pacientes com câncer hepático ou que estejam recebendo o medicamento em doses altas.


Fonte: R7

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um a cada três portadores de HIV no Brasil tem resistência aos medicamentos

Informações sobre interação medicamentosa pode contribuir para mudança desse quadro

Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constatou que 30% dos portadores de HIV em tratamento no país não têm resposta adequada ao uso de fármacos.

O motivo é a resistência do vírus, que é causada pelo uso incorreto dos medicamentos, por reações metabólicas dos pacientes ou porque o vírus tem características diferentes dos tipos mais conhecidos pelos cientistas.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o infectologista Caio Rosenthal, do Hospital Emílio Ribas, explicou que grande parte dos casos de resistência acontece por uma adesão ao tratamento falha. A solução está no uso correto dos medicamentos. Nesse caso, “é possível usar os remédios por 20 anos em desenvolver resistência”, explicou. A boa notícia é que os problemas de resistência do vírus caíram 11% nos últimos cinco anos.

Papel do farmacêutico

Outro ponto importante para evitar a resistência do vírus HIV aos medicamentos é dar início o quanto antes à terapia medicamentosa, quando a imunidade do paciente está alta. A possibilidade de controle cai se o tratamento começar apenas quando a doença já tiver se desenvolvido.

O principal motivo para portadores de HIV não seguirem o tratamento são os efeitos colaterais dos coquetéis e o grande número de comprimidos que precisam ser tomados em alguns casos. A atuação do farmacêutico pode mudar essa situação. Fornecer orientações sobre interação medicamentosa, por exemplo, é primordial.


Fonte: ASCOFERJ

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Asma, rinite e dermatite podem ser a mesma doença, indicam estudos

Mas mecanismos do trio de problemas alérgicos ainda intrigam cientistas.
Gatilhos das doenças são comuns, como exposição à fumaça de cigarro.



Alergia pouca é bobagem. Que o digam as pessoas que sofrem de eczema – um tipo de alergia de pele também conhecido como dermatite atópica –, de rinite e de asma. Mais da metade das pessoas que quando crianças sofreram da primeira, acabam desenvolvendo quando adultas as duas outras. Já a maioria dos pacientes que têm asma já teve crise de rinite. Mais do que uma infeliz coincidência, o que faz as pessoas com uma dessas doenças serem tão suscetíveis às demais é o fato de que esses males podem, na verdade, ser considerados um só.
Os mecanismos que estão por trás deles ainda não são muito bem conhecidos, mas aparentemente são os mesmos, muda apenas a parte do organismo em que eles se manifestam: a pele, no caso da dermatite; o pulmão, na asma; e o nariz, na rinite. É o que os médicos chamam tríade atópica ou tríade alérgica.
O imunologista pediátrico Antonio Zuliani, professor de alergia e imunologia na Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu, explica que a trajetória típica, conhecida como marcha atópica, começa com o aparecimento dos primeiros sinais de eczema em bebês. Meses depois, podem surgir as dificuldades respiratórias – os “chiados no peito”. Em algum momento a partir dos quatro anos chega a vez da asma. A partir dos sete, é a rinite que pode entrar em cena.

A dermatite é uma inflamação de origem alérgica que causa vermelhidão, lesões e coceira em graus que podem variar de um pequeno incômodo a feridas que exigem internação para tratamento. As estatísticas revelam que cerca de 55% dos pequenos portadores da doença estarão livres dos sintomas quando se tornarem adultos. Mas “algo entre 50% e 80% desses pacientes acabam mais tarde desenvolvendo asma e boa parte deles terá também rinite alérgica”, afirma Zuliani. Só para comparar: na população geral, apenas entre 10% e 15% dos adultos sofrem de asma.
Essas estatísticas são corroboradas por um grande estudo realizado na Austrália pelas universidades de Melbourne e Monash, em parceria com o Instituto de Pesquisa Menzies. Os pesquisadores acompanharam a trajetória da saúde de 8.583 pessoas, a partir dos 7 anos de idade, por quase quatro décadas.
Os resultados mostraram que aquelas que sofriam de eczema na infância tinham uma propensão 70% maior de desenvolver asma até a idade adulta, em comparação com as que não foram atingidas pela dermatite. Entre os adolescentes, o número saltava para 114%. Pela experiência clínica, Zuliani observou também que se sofrem os brônquios, sofre também o nariz. Cerca de 80% dos pacientes com asma já enfrentaram crises de rinite.

A incidência das três facetas da tríade vem se alastrando. Até 1970, as doenças alérgicas acometiam cerca de 10% da população brasileira. Hoje atingem de 30% a 35%. A explosão dos casos resulta, em grande parte, da maior exposição a fatores desencadeantes dos sintomas, como a poluição.
“O aumento do sedentarismo também tem sua parcela de culpa”, ressalta Zuliani. A falta de exercício enfraquece o sistema imunológico, e a redução das atividades ao ar livre aumenta o contato com a poeira doméstica, composta por partículas capazes de despertar alergias, como ácaros, pelos de animais e partículas fecais de baratas. Asma, dermatite e rinite têm também ainda gatilhos comuns, como exposição à fumaça de cigarro, contração de doenças infecciosas ou estresse emocional.

“A hereditariedade é outro fator importante”, ressalta Hamilton Ometto Stolf, professor assistente do departamento de dermatologia da Unesp de Botucatu. Nas crianças que têm um dos pais com rinite, asma ou dermatite atópica, o risco de desenvolver uma das condições é 25% maior – chance que dobra caso os dois pais sofram de uma das três manifestações alérgicas.
Problemas comuns exigem tratamentos muitas vezes semelhantes. No receituário para combater o trio de doenças, costumam marcar presença corticoesteroides – na forma de cremes ou pomadas para dermatite, ou medicamentos para inalação e insuflação no caso de asma e rinite. Anti-histamínicos e os chamados antileucotrienos também integram o arsenal de substâncias prescritas aos alérgicos. Na ponta da prevenção, os médicos às vezes recorrem à imunoterapia, as chamadas “vacinas contra alergia”.

Em busca de novos tratamentos, pesquisadores buscam agora entender melhor por que a dermatite atópica está relacionada à asma. Na investigação, a pergunta é inevitável: existe uma relação causal entre as duas doenças ou elas apenas se limitam a diferentes faces do mesmo problema? “O eczema não é a única causa da asma, mas possivelmente é uma das causas – e uma causa importante”, disse em entrevista por e-mail à “Unesp Ciência” o pesquisador responsável pelo estudo com os 8.583 australianos, Paul Burgess, do Centro de Epidemiologia Molecular, Ambiental, Genética e Analítica da Universidade de Melbourne.

Pesquisadores americanos da Universidade Washington, no Missouri, investigaram essa hipótese realizando experimentos em camundongos modificados geneticamente para que desenvolvessem o eczema. Concluíram que a pele lesionada libera uma substância desencadeadora de poderosa resposta imune, a TSLP (linfopoietina estromal tímica). Ao ingressar na circulação sanguínea e atingir os pulmões dos roedores, a molécula provocou nos animais os mesmos sintomas da asma. Outras experiências demonstraram que camundongos com pele sadia mas alterados geneticamente para produzir mais TSLP que o normal também sofreram do problema pulmonar.
Rafael Kopan, professor da Universidade Washington e um dos autores da pesquisa, baseia-se nestes experimentos para sugerir que, aliada ao tratamento precoce das lesões, a busca de formas de inibir a liberação de TSLP pode ser a chave para romper a associação entre asma e eczema.


Fonte: G1

Baixinhos têm risco 50% maior de desenvolver problemas cardíacos

Para pesquisadores, baixa estatura é um fator de risco, assim como a obesidade


As pessoas de estatura mais baixa têm 50% mais chances de desenvolver doenças cardíacas e morrer mais cedo do que as pessoas mais altas, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (9) no European Heart Journal.
Após avaliar três milhões de indivíduos, a pesquisa constatou que as mulheres que medem menos de 1,53 m e os homens com menos de 1,65 m têm uma tendência maior de sofrer problemas cardiovasculares do que as mulheres que superarm 1,66 m e do que os homens com mais de 1,73.

Para os pesquisadores, liderados pela médica Puula Paajanen, da Universidade de Tampere, na Finlândia, essas conclusões sugerem que a baixa estatura deve ser acrescentada à lista de fatores que agravam as doenças do coração, como a obesidade e o colesterol elevado.

Segundo o professor Jaakko Tuomilehto, da Universidade de Helsinki, o resultado é inequívoco.

- A baixa estatura está associada com um risco maior de doenças coronariana (como angina de peito e infarto).

Os pesquisadores, no entanto, não sabem explicar a relação entre a estatura e o risco para o coração.

Quais cuidados devem ser tomados?

Apesar do resultado da pequisa, Puula garante que as pessoas de baixa estatura não têm motivos para se preocupar.

- A altura é apenas um dos fatores que podem contribuir para as doenças cadíacas. E, apesar de não poder se modificar a estatura, pode-se, sim, controlar o peso e o consumo de tabaco, alcóol, além de fazer exercícios.

O mesmo vale para os mais altos, já que a elevada estatura não é um fator de proteção contra o infarto, adverte o professor Tuomilehto.


Fonte: R7

terça-feira, 8 de junho de 2010

Testado pela primeira vez na África anel vaginal contra a Aids

Aparato libera medicação que combate o vírus.
Pesquisadores querem saber se mulheres se adaptam ao objeto.



Um estudo destinado a testar um anel vaginal que libera antirretrovirais será lançado na África, informou nesta terça-feira a organização promotora da iniciativa, International Partnership for Microbicides (IPM).
O anel vaginal é um método anticoncepcional que normalmente consiste em inserir um anel flexível no fundo da vagina, onde o dispositivo libera hormônios. O anel, criado pela organização sem fins lucrativos IPM, libera antirretrovirais.

O IPM lançou seu estudo em centros de pesquisas do sul e do leste da África, regiões em que a Aids castiga mais fortemente.
Para o teste, 280 mulheres saudáveis, sexualmente ativas e soronegativas usaram um anel contendo 25 mg de dapivirine e um placebo, que terão que substituir mensalmente durante três meses. O dapivirine já é utilizado para evitar a transmissão da Aids de mãe para filho.
Aceitação
As participantes do estudo receberão ainda preservativos e aconselhamentos para evitar a doença. A pesquisa medirá sua capacidade de aceitar e usar o dispostivo.
"Devem estar certos de que o produto pode ser aceito antes de provar sua eficácia porque se as pessoas não gostarem do produto, que interesse tem?", disse à AFP uma porta-voz da IPM, Pamela Norick, durante a conferência "Women Deliver 2010", sobre saúde materna, celebrada em Washington.
Se os testes de segurança e aceitabilidade forem conclusivos, os anéis passarão por uma fase de testes destinada a medir sua eficácia, podendo ser comercializados em 2015, segundo o IPM.
"Os anéis vaginais oferecem perspectivas extraordinárias porque oferecem discrição, eficácia e proteção contínua contra a Aids", destacou a organização em um comunicado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Aids é a principal causa de morte entre mulheres em idade reprodutiva, entre 15 e 44 anos.


Fonte: G1

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Combinação de remédio com quimioterapia detém avanço do câncer de ovário

Uso de Avastin e de substâncias químicas breca avanço de doença, diz estudo


O Avastin, remédio recomendado para impedir que o tumor canceroso desenvolva vasos sanguíneos que o alimentem, combinado com quimioterapia, prolonga o período durante o qual um câncer de ovário avançado para de progredir, revelou estudo clínico publicado neste domingo (6).
Robert Burger, do Fox Chase Cancer Center, na Filadélfia, nos Estados Unidos, que chefiou a pesquisa, diz que o teste foi esperanças à equipe.

- Este é o primeiro teste clínico de fase três, que mostra que bloquear a formação de vasos sanguíneos dos tumores melhora muito a sobrevivência sem o desenvolvimento da doença das mulheres com câncer de ovário ou peritoneal, que é muito difícil de tratar.

Segundo Burger, "os resultados do teste clínico mostram que o Avastin é um medicamento inicial aceitável para as pacientes que sofrem de câncer avançado de ovário".

O cientista apresentou os resultados na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, neste fim de semana em Chicago. nos Estados Unidos.

O Avastin, comercializado pela empresa americana Genentech, que faz parte do grupo farmacêutico suíço Roche, já foi autorizado pela FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos) dos Estados Unidos para o tratamento de vários cânceres metastásicos, entre eles os de colon, seio, rim, cérebro e pulmão.


Fonte: R7