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sexta-feira, 18 de junho de 2010

EUA multam Cruz Vermelha por falhas em armazenamento de sangue

Órgão do governo exige pagamento de R$ 28 milhões


O FDA (The Food and Drug Administration), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, multou a Cruz Vermelha americana em R$ 28 milhões (US$ 16 milhões) por falhas na coleta e armazenamento de sangue.
A Cruz Vermelha americana é uma das várias organizações que coletam e cuidam da gestão de sangue no país, fornecendo 43% do suprimento de sangue do país e vendendo produtos extraídos de sangue para estabelecimentos de saúde.

Reguladores multaram o grupo primeiro em R$ 18 milhões (US$ 10 milhões) por má gestão de produtos derivados do sangue, incluindo glóbulos vermelhos, plasmas e plaquetas, e em mais R$ 10 milhões (US$ 6 milhões) por deficiência nas práticas de produção. As violações acontecerem nos anos fiscais de 2008 e 2009.

O FDA já havia autuado 12 vezes a Cruz Vermelha e já a havia multado em R$ 37 milhões (US$ 21 milhões) em 2003. Na época, a Cruz Vermelha se comprometeu a investigar e corrigir suas violações de segurança de sangue.
No mês passado, um grupo que representa os enfermeiros da Cruz Vermelha afirmou que cortes de pessoal, carga de horário excessiva e má gestão eram responsáveis pelos muitos erros citados pelo FDA ao longo dos anos.

Em nota, a Cruz Vermelha afirmou que 98% das violações citadas pelo FDA aconteceram antes de 2008, e que o grupo fez progressos significativos até então.



Fonte: R7

Sites apoiam anorexia mesmo reconhecendo distúrbio como doença

Páginas dividem conteúdo entre dicas para emagrecer e para se recuperar do problema


Um levantamento dos principais sites que fazem apologia à anorexia e bulimia, realizado pela Universidade de Stanford, concluiu que, mesmo celebrando a magreza extrema, a maioria reconhece que os distúrbios são doenças.
O estudo analisou 180 sites que usam termos como “Pro-Ana”, “Pro-Anorexia”, “Pro-Bulimia”, que significam algo como “Pró-Anorexia” e "Pró-Bulimia". A anorexia e a bulimia afetam entre 1% e 2% das mulheres jovens nos Estados Unidos.

Pacientes com anorexia se mantêm com baixíssimo peso e tem pavor de ganhar peso, ficando extremamente magros. Já quem tem bulimia, come grandes quantidades de comida e depois a dispensa do organismo por meio de vômitos, laxante ou diurético. Ambos, por longo prazo, podem causar sérios problemas de saúde e até a morte.


De acordo com a pesquisa, quase 80% dos sites têm características interativas, 85% exibem materiais como fotos de modelos muito magras ou celebridades e 83% oferece sugestões e dicas de como comer cada vez menos. No entanto, a maioria dos sites reconheceu que os transtornos alimentares são uma doença, e ainda oferecem informações de recuperação.
Segundo a autora do estudo, Rebecka Peebles, “muitas pessoas com distúrbios alimentares tem dias em que querem melhorar, e, em outros, não têm nenhum interesse em ficar melhor. Os sites refletem a individualidade das pessoas que os visitam."

Mas a pesquisadora faz um alerta aos médicos e familiares de quem sofre do distúrbio.

- Os médicos que tratam de distúrbios alimentares e familiares de pacientes com transtornos alimentares, devem ser conscientes de que os locais existem, são de fácil acesso e podem ajudar a reforçar os padrões de distúrbios alimentares.



Fonte: R7

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Chás terapêuticos protegem a saúde

Além de aquecer o corpo nos dias frios, os chás feitos com ervas medicinais combatem diversos males


Thaís Manarini, especial para o iG São Paulo | 04/05/2010 14:24


Foto: Edu Cesar/Fotoarena

Clara aposta nos chás para reduzir o inchaço nos dias de TPM

Prisão de ventre, insônia, osteoporose, gripe, asma, estresse, obesidade, colesterol alto... Esses são só alguns dos inúmeros problemas que podem ser amenizados com a ajuda de ervas medicinais. Conhecido como fitoterapia, esse tipo de tratamento ganha um número cada vez maior de adeptos, já tem grande parte de seus benefícios comprovados cientificamente e pode ser associado às terapias tradicionais.
Outro atrativo da fitoterapia é que as plantas podem ser utilizadas de diversas maneiras, inclusive em forma de chá, tornando o momento de cuidar da saúde bastante prazeroso – principalmente nas épocas mais frias do ano.

Cuidados importantes

De acordo com André Resende, fitoterapeuta e autor do livro “O poder das ervas”, recorrer aos poderes da natureza para cuidar do bem-estar é uma prática que vem dos tempos mais primitivos. Mas, apesar de todo o histórico animador, ele ressalta: “As ervas medicinais fazem muito bem desde que usadas corretamente”.

Quem endossa o alerta é Vanderlí Marchiori, nutricionista da capital paulista e professora do curso de pós-graduação em Nutrição Funcional e Fitoterapia da PUC de Curitiba (PR). “Algumas plantas podem fazer muito mal. O chá verde, por exemplo, tem uma lista enorme de contraindicações, mas muitas pessoas não sabem disso”, comenta. Portanto, nem pense em montar uma farmácia natural sem antes consultar um fitoterapeuta, médico naturalista ou nutricionista especializado no assunto.

Modo de fazer

Vanderlí conta que há dois métodos básicos de preparo dos chás: por infusão ou decocção. No primeiro, deve-se jogar a água fervendo sobre a planta, tampar o recipiente e esperar alguns minutos antes de tomar a bebida. No segundo processo, por outro lado, a planta é fervida junto com a água. “O especialista deve indicar qual é a melhor opção”, avisa.
Confira, a seguir, sete tipos de chás terapêuticos que proporcionam benefícios ao organismo:

* Rooibos

Essa erva, conhecida por dar origem ao chá vermelho, apresenta boas doses de antioxidantes, substâncias que combatem os maléficos radicais livres. Possui um papel importante nos processos de emagrecimento e rejuvenescimento. Ao contrário dos chás verde e preto (da mesma família), afirma Resende, a bebida feita com Rooibos contém quantidades mínimas de cafeína. Sendo assim, não atrapalha o sono e nem provoca quadros de ansiedade.

* Oliveira

Muito usada em rituais religiosos, ela é conhecida como “a árvore da vida”. De acordo com o fitoterapeuta da capital paulista, “suas folhas têm muitas propriedades terapêuticas. Para se ter ideia, são ótimas para tratar a hipertensão, apresentam propriedades antioxidantes e rejuvenescedoras, ajudam a emagrecer e combatem o estresse e a fadiga crônica”. Rica em fibras e minerais, a oliveira não tem contraiindicações.

* Xaxim

Trata-se de uma erva da família da samambaia. Segundo Resende, é muito indicada para auxiliar no tratamento de asma e bronquite. Já o uso tópico é eficaz no combate de psoríase, caspa e micose.

* Cavalinha

O chá feito com essa erva é altamente desintoxicante. “Ela é ótima para reduzir todos os tipos de inflamações. Mas sua ação parece ser mais poderosa na luta contra a celulite”, conta Vanderlí. Quem experimentou confirma os efeitos maravilhosos, como é o caso de Maria Lúcia Gabrielli, técnica têxtil, 52 anos: “Eu tinha muita retenção de líquido e, por isso, minha nutricionista indicou a cavalinha. Ao usá-la, passei a fazer mais xixi e logo percebi que o problema diminuiu bastante. Houve uma redução significativa de celulite e até de gordura localizada”, conta.

* Camomila e amora

A combinação é excelente para ser consumida durante a tensão pré-menstrual (TPM), já que tem efeito fitoestrogênico, como explica a professora do curso da PUC de Curitiba: “elas agem como se fossem hormônios, normalizando os níveis desregulados dessas substâncias. Dessa forma, os sintomas típicos do período são amenizados”.

Para a biológa Clara Maciel Cavalcanti, 31 anos, o pior sintoma da TPM sempre foi o inchaço exagerado. Para se livrar do incômodo, ela foi orientada por sua nutricionista a apostar no extrato das folhas de amora. “Além de o inchaço ter diminuído, fiquei menos irritada”, lembra.

* Hortelã e damiana

Essa é outra dupla muito útil para as mulheres, pois ajuda no controle dos sintomas característicos da menopausa. “A hortelã reduz bastante a sensação de calor. Já a damiana tem importante papel na regulagem dos hormônios”, explica Vanderlí. Segundo a especialista, as duas ervas podem até driblar a necessidade de realizar uma reposição hormonal.

* Hortelã-pimenta, capim cidreira, gengibre e cúrcuma

A terapeuta Cristiane Ayres, do Ayur Elements, do Rio de Janeiro (RJ), diz que a associação de todas essas ervas resulta em um chá de grande poder desintoxicante. A hortelã-pimenta tem propriedades analgésicas, anti-sépticas, antiinflamatórias, calmantes, digestivas e expectorantes; além de diminuir a ansiedade, o capim cidreira é analségico, expectorante, bactericida, digestivo, diurético e sudorífero; o gengibre é anti-séptico, antiinflamatório, conservante, digestivo e expectorante; a cúrcuma, por sua vez, combate a diarreia e exerce funções antimicrobianas e antitóxicas. É capaz de melhorar a digestão e ajudar no desenvolvimento da flora intestinal.
Seguro e eficaz
Para garantir os efeitos benéficos dos chás, confira algumas recomendações:

* Procure por um especialista antes de iniciar o consumo de chás terapêuticos, pois muitas ervas apresentam contraindicações
* Não beba mais de um litro por dia
* Depois de pronto, o chá tem 12 horas de validade
* Nunca adquira ervas de origem desconhecida, como aquelas vendidas em feiras de rua, pois podem estar contaminadas por fungos e bactérias. Procure o produto em lojas especializadas ou farmácias de manipulação
* Fique atenta em relação às quantidades: em altas doses, as ervas podem causar intoxicação


Fonte: iG Delas

Sindusfarma premia as cinco indústrias farmacêuticas que mais se destacaram em Gestão de Segurança do Trabalho

Os laboratórios Alcon, Allergan, Johnson & Johnson, Libbs e Weleda receberam, na última segunda-feira (14/6), O III Prêmio Sindusfarma de Excelência em Gestão de Segurança do Trabalho, em solenidade realizada no auditório da entidade que contou com a presença do superintendente da SRT-SP, líderes sindicais, executivos e técnicos do setor.

Foram premiadas com menções honrosas as empresas Astrazeneca, Biolab-Sanus, Pfizer (unidades São Paulo e Itapevi).

Concedido desde 2008 pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o Prêmio Excelência em GST reconhece as iniciativas bem-sucedidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais no setor e o estrito cumprimento da legislação em Saúde e Segurança no Trabalho.

“Nossa obstinação seria adotar a utopia ‘zero acidente de trabalho’ e desenvolver ações no combate às condições inseguras e acidentes de trabalho”, disse em seu discurso o Dr. Lauro Moretto, vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Programas Sociais e Educacionais do Sindusfarma. “Foi assim que resolvemos instituir o Prêmio Excelência em Gestão de Segurança no Trabalho”.

O superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, Dr. Joséé Roberto de Melo, elogiou a iniciativa. “Parabenizo o Sindusfarma pelo ineditismo da iniciativa’, afirmou. “Ou assumimos uma cultura de prevenção da saúde do trabalhador, mudamos paradigmas, exigimos condições de trabalho adequadas, ou vamos premiar sempre cinco empresas e temos no país mais de 300 mil”.

“A gestão do trabalho, o cuidado com a saúde dos trabalhadores é de fundamental importância e o Sindusfarma tem uma clara compreensão de que a qualidade de quem faz é tão importante quanto a de quem vai consumir”, disse o vereador Francisco Chagas. “É preciso sensibilizar as empresas para esse conceito”.

A Johnson & Johnson venceu na categoria de indústrias farmacêuticas com mais de 500 empregados e terceirizados. “Aqui na Johnson desenvolvemos internamente o Programa Zero Acesso, pois entendemos que é nossa responsabilidade cuidar da saúde dos nossos empregados”, disse Joséé Pedro Dias Jr., Gerente Regional em Segurança do Trabalho da empresa.

“O Prêmio é extremamente importante como uma demonstração dos esforços e dos investimentos da empresa em segurança no trabalho e na saúde do trabalhador e nos motiva para que continuemos trabalhando e criando um ambiente propício para o trabalho”, disse Luciana Maranguelo, Gerente de EHS da Allergan, que ganhou pelo terceiro ano na categoria de 101 a 250 funcionários.

A Alcon foi a vencedora na categoria de empresas com 251 a 350 empregados. “Estou muito emocionado. O Prêmio é uma demonstração de nosso esforço e nossa dedicação em prol da segurança, da saúde e do meio ambiente”, afirmou Felipe Paiva, técnico em Segurança do Trabalho da empresa.

“Este troféu é o resultado de muito trabalho de toda a empresa”, comemorou Edson Tomas de Lima, técnico em Segurança do trabalho da Weleda, vencedora na categoria de até 100 funcionários. “Não participamos das duas premiações, pois queríamos nos preparar e capacitar toda a equipe; esta é a recompensa, afinal estamos quase um ano sem acidentes”.

Para Anderson Vaz Mendes, técnico em Segurança do Trabalho da Libbs (vencedora na categoria de empresas com 351 a 500 empregados) este é apenas o começo de muito trabalho. “Nossa intenção é viabilizar zero acidentes e implantar a segurança com foco no resultado; este prêmio nos incentiva a continuar desenvolvendo estas ações”.

O presidente do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo e Região, Osvaldo da Silva Bezerra, cumprimentou o Sindusfarma pela iniciativa de difundir a cultura da prevenção. “Fico feliz de ver superado o conceito de que o trabalhador é culpado pelos acidentes ou doenças decorrentes do trabalho pelo conceito da gestão eficaz, responsável”.

Representante do SESI, a Dra. Thereza Cristina Maguetas reforçou essa mensagem. “O Prêmio foca no que há de mais importante dentro da empresa; se o trabalhador não tiver saúde, não há produtividade, não há resultados para a empresa”.

“Hoje a saúde e a segurança no trabalho é tema focal nas empresas; as empresas têm mudado e uma das mudanças se reflete na criação do Prêmio Excelência em GST”, afirmou Clóvis Veloso de Queiróz Neto, do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O Sindusfarma é vanguardista na área da saúde do trabalhador”.

Responsável pelo Departamento de Saúde do Trabalhador da Federação dos Trabalhadores das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), João Donizete Scaboli sintetizou o objetivo maior do Prêmio Sindusfarma de Excelência em Gestão de Segurança do Trabalho. “Com uma gestão de fato dos ambientes de trabalho, todos ganham”.


Fonte: ASCOFERJ

Nos EUA, pessoas são pagas para tomar seus remédios

Com incentivo financeiro, programa quer evitar que pacientes abandonem tratamentos ou se esqueçam da medicação receitada

Entre um terço e metade das pessoas não tomam os remédios conforme são receitados, e até um quarto delas não chega a comprá-los.
Um esforço controverso para fazer frente ao problema vem ganhando espaço: pagar dinheiro às pessoas para tomarem seus remédios.

"É melhor gastar dinheiro com isso do que ter os pacientes entrando e saindo do hospital", diz Valerie Fleishman, diretora do Instituto New England Healthcare. Pesquisas desse instituto apontam que 10% das internações hospitalares decorrem da adesão incorreta a medicações prescritas.

Os pagamentos modestos poderiam economizar dinheiro gasto nas internações. Num programa da Filadélfia, as pessoas para as quais foi receitado um anticoagulante sanguíneo ganham US$ 10 ou US$ 100 por dia em que tomam o remédio, por meio de um tipo de loteria.

Uma caixa de comprimidos computadorizada registra se elas tomaram a droga e se ganharam o prêmio. Antes do programa, a mãe solteira Chiquita Parker, 25, que tem lúpus, estava doente demais para trabalhar. Apesar de depender do remédio para evitar complicações, como derrames, ela tinha lapsos frequentes.

"Eu me esquecia de tomar e me sentia como se não pudesse respirar", diz Chiquita. Em seis meses no programa, ela ganhou US$ 300. "Comecei a ficar muito bem." Mas, para os céticos, os pagamentos podem prejudicar a relação médico-paciente. "Por que se deveria pagar pessoas que se recusam a tomar medicamentos, enquanto não se premia quem toma?", indaga o professor de psiquiatria George Szmukler, do King's College Londres.

"Se começarmos a pagar as pessoas para tomarem seus remédios, como vamos parar?", pergunta Joanne Shaw, diretora de um departamento do Serviço Nacional de Saúde britânico.

Para outros especialistas, o efeito psicológico é mais importante que o valor financeiro. O projeto da Filadélfia, por exemplo, vem funcionando com pessoas de níveis de renda diversos.


Fonte: ASCOFERJ

Cientistas dos EUA encontram genes associados ao vitiligo

Doença causa perda da pigmentação da pele.
Mal está ligado ao sistema de defesa do organismo.



Pesquisadores da universidade da Flórida e do Colorado, nos EUA, analisaram o DNA de 1.500 pessoas com vitiligo e encontraram evidências definitivas de que a doença está associada a genes que regulam o sistema imunológico.

A enfermidade prejudica as células produtoras da melanina, substância responsável por dar cor à pele e proteger contra o sol. Nos locais afetados surgem manchas brancas, que costumam crescer e se espalhar por todo o corpo. A doença, que não é contagiosa, ainda não tem tratamentos eficazes para todos os pacientes.


Em artigo publicado no periódico científico "Nature Genetics", os pesquisadores dizem ter encontrado nas pessoas com vitiligo variações em dez genes diferentes. Essa alteração é responsável por fazer com que o sistema de defesa do organismo fique muito agressivo e mate os melanócitos – células que produzem melanina.
Segundo os cientistas, a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de terapias genéticas contra o vitiligo. A doença, segundo eles, costuma ganhar pouca atenção dos pesquisadores porque não é um problema que causa risco de morte, mas prejudica muito a auto-estima de suas vítimas, que têm a aparência alterada.


Fonte: G1

Manifestantes param discurso de ministro para protestar contra falta de remédios para Aids

Brasil registrou falta de medicamentos nos primeiros meses do ano



Manifestantes interromperam o discurso do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, na abertura do 8º Congresso Brasileiro de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis ( DST) e Aids, nesta quarta-feira (16), para protestar contra a falta de medicamentos do coquetel para tratamento da doença.

Portando faixas e apitos, os mais de cem manifestantes gritavam que o “coquetel sumiu”. Um dos integrantes do movimento disse ao ministro que pacientes tiveram de procurar os serviços de saúde de três a cinco vezes para receber os remédios que, segundo ele, estavam fracionados e sem o rótulo de validade. O manifestante chamou de “desastrosa” a gestão de distribuição dos medicamentos.

No início do ano, foi registrada a falta de três antirretrovirais do coquetel, entre eles, o abacavir, importado da Índia e usado no tratamento de 3.700 pessoas. De acordo com a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do ministério, Mariângela Simão, os problemas foram o atraso na entrega do produto pelo fabricante e a falta de documentação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mariângela disse, no entanto, que a distribuição foi regularizada neste mês.

– Esse não é o primeiro e nem será o último problema. O governo tem feito um esforço para garantir a continuidade do tratamento.
Ela acrescentou que o coquetel é usado por 200 mil pessoas no país. Depois do protesto, o ministro afirmou que a reivindicação é legítima e faz parte do processo democrático, mas lamentou que os manifestantes não tenham acompanhado o restante da cerimônia.

Os manifestantes deixaram o auditório e continuaram o protesto do lado de fora.

Camisinha feminina como opção

A diretora da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Kátia Guimarães, disse nesta quarta-feira (16) que uma das prioridades da pasta é estimular o uso do preservativo feminino como forma de reduzir o número de casos de Aids entre as brasileiras.

Em debate durante o congresso, ela admitiu que o plano para conter o aumento no número de casos de DST e Aids entre as mulheres, lançado em 2007, ainda não está institucionalizado no país, sendo "um plano mais no desejo”. Ela coordena o programa de combate à violência contra a mulher na secretaria.

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o número de mulheres infectadas cresce em maior proporção quando comparado ao de homens, em todas as faixas etárias. Em 1986, eram 15 casos de Aids em homens contra um de mulher. A partir de 2002, a relação passou a ser de 15 casos em homens para dez em mulheres. Entre os jovens, o público feminino é a principal vítima da doença. De 2000 a 2009, foram registrados no país 3.713 casos entre meninas de 13 a 19 anos de idade, contra 2.448 casos de meninos.

O diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, disse que existe dificuldade de incluir e justificar no orçamento a compra de preservativos femininos. Um dos motivos é a falta de procura por parte das próprias mulheres.


Fonte: R7

Unifesp busca doadores de medula óssea

Campanha é importante porque uma medula compatível é encontrada a cada 100 mil


A Unifesp (Universidade Federal São Paulo) busca voluntários para doação de medula óssea. O cadastro começa nesta quinta-feira (17), das 9h às 15h, e pode ser feito na rua Pedro de Toledo, 697 (em frente ao pronto-socorro do Hospital São Paulo).
O objetivo da campanha é atender os pacientes que necessitam do transplante de medula e que enfrentam constantemente o problema de compatibilidade entre medulas do doador e receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, segundo a universidade, de uma em 100 mil.

Os interessados em doar precisam ter entre 18 e 54 anos de idade e apresentar bom estado de saúde. Não há necessidade de estar em jejum.

Durante o cadastro, serão retirados 5ml de sangue e preenchida uma ficha com dados pessoais. É preciso colher sangue para o teste de compatibilidade (HLA).

Cadastro de voluntários para doação de medula óssea
Quando: a partir de 17 de junho.
Onde: rua Pedro de Toledo, 697, Vila Mariana, São Paulo.
Horário: Segunda à sexta, das 9h às 15h.


Fonte: R7

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Fitoterápico pode reduzir efeito de tratamento médico

Ao falar sobre fitoterápicos, é preciso compreender uma regra fundamental: eles não são inofensivos. Muita gente acredita que os remédios naturais, por serem feitos a partir de plantas, não fazem mal. Essa crença está errada. Seu uso indevido, na hora errada, pode provocar partos prematuros e, em alguns casos, até matar.

“Chá de alho e ginkgo biloba tem efeito anticoagulante. Isso pode ser perigoso em caso de cirurgias, pois há risco do sangramento ser prolongado”, alerta Stela Maris Kuze Rates, farmacêutica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Além disso, a pesquisadora conta que há risco de acidentes durante a anestesia, no caso de fitoterápicos que agem sobre o sistema nervoso central, como valeriana, kava e passiflora. “Pode até ser morte”, afirma. Depende da quantidade ingerida e da resposta do organismo.

“O problema é que muitas pessoas não contam aos médicos que estão usando fitoterápicos”, aponta Nestor Schor, nefrologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O alerta deve ser feito sempre, tanto em caso de cirurgias quanto no momento da prescrição de medicamentos sintéticos.

Hipérico é outro exemplo de fitoterápico que pode ser perigoso. “Ele reduz a eficácia de anti-retrovirais, de medicamentos contra insuficiência cardíaca e de anticoncepcionais”, enumera a Stela Maris.

Portadores de HIV, conta a farmacêutica, usam a substância contra depressão, que é comum entre os pacientes. “Mas isso coloca em risco a eficácia de todo o tratamento”, afirma.

Até a babosa, usada contra constipação, tem suas contraindicações. Ela pode causar contrações, provocando abortos e partos prematuros, em mulheres grávidas.

Ação no metabolismo

“Fitoterápicos mexem com o metabolismo, o que pode causar problemas sérios”, afirma Schor. O remédio natural pode aumentar ou diminuir a velocidade de absorção dos medicamentos sintéticos, aumentando ou reduzindo também o seu efeito no organismo.

“Isso acontece porque o fitoterápico age nos sistemas do fígado, órgão responsável por eliminar as drogas (medicamentos sintéticos)”, explica o médico Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT).

Em outras palavras, aquele chá que parecia tão inofensivo pode comprometer tratamentos delicados contra doenças como insuficiência cardíaca e Aids. Esse problema é conhecido como interação medicamentosa.

De um lado, a paciente não sabe o risco que está correndo. “Muita gente recorre a automedicação, pegando dicas de amigos”, diz Schor. De outro, os próprios médicos ainda não conhecem bem o universo dos fitoterápicos. “A prescrição deve ser feita por especialistas que conheçam os estudos científicos desta área”, adverte Boorhem.

Em contrapartida, o uso apropriado do fitoterápico é benéfico. “Estudos sugerem que esse tipo de medicação possa ajudar no tratamento de câncer, potencializando a quimioterapia e reduzindo seus efeitos colaterais”, afirma Boorhem.

O médico ainda ressalta que, em alguns poucos casos, não seria perigoso usar fitoterápicos por conta própria. “Chás de camomila e de alho, por exemplo, podem ser usados por um curto período, nas aplicações já consagradas destas substâncias (para acalmar e contra gripe)”, comenta.

O que não deve se fazer, na opinião do médico, é adotar esses chás em contextos fora do convencional. “Já usaram chá de camomila contra gastrite, porque se falava em suas propriedades cicatrizantes. Ai, muita gente acabou desenvolvendo úlcera”, recorda.

Homeopatia

Na medicina homeopática, a situação é menos preocupante. “Raramente acontecem problemas com os medicamentos homeopáticos”, afirma Márcia Telles, homeopata da Associação Brasileira de Medicina Complementar (ABMC). “O que pode acontecer é o inverso: alopatia interferindo na homeopatia”, conta Sérgio Eiji Furuta, diretor da Associação Paulista de Homeopatia (APH).

O médico explica que anti-inflamatórios e remédios que tenham cortisona podem prejudicar o efeito de algumas substâncias usadas na homeopatia. “Mas não há risco do paciente passar mal por causa disso”, tranquiliza.

Com exceção destes casos, Furuta vê de forma positiva a associação entre homeopatia e alopatia. “Quando os tratamentos são feitos juntos, a saúde do paciente pode melhorar mais rápido”, afirma. O que não se deve fazer, aos menos não de maneira repentina, é substituir a alopatia pela homeopatia. A troca deve ser gradual, na opinião do médico, sendo que alguns casos requerem a combinação permanente dos tratamentos.


Fonte: ig.com.br

Resistência aos antibióticos acelera no mundo

Distribuição de remédios para tratar Aids e malária cresce nos países pobres


Os esforços dos países desenvolvidos para fornecimento de tratamentos contra doenças infecciosasem países pobres deve acelerar a resistência dos micróbios aos antibióticos, revela um relatório publicado nesta terça-feira (15).
Nos últimos anos, organizações governamentais e grupos privados se mobilizaram para permitir que países pobres tivessem acesso a tratamentos contra a malária, Aids e tuberculose, destacou o estudo do Centro para o Desenvolvimento Global, uma Ong (Organização não governamental) situada em Washington, nos Estados Unidos.

O acesso aos medicamentos antirretrovirais para o combate ao HIV (vírus da Imunodeficiência Humana, da Aids) está dez vezes maior, para os remédios contra a malária chega a oito vezes, enquanto que para os antibióticos contra a tuberculose o acesso ficou ainda maior, precisaram os autores do relatório.

A distribuição abundante desses tratamentos certamente salvou inúmeras vidas, mas também influenciou na crescente resistência dos microorganismos dessas doenças infecciosas, o que poderia ter sido evitado com um controle maior, afirma Rachel Nugent, presidente do grupo de trabalho que preparou o relatório Corrida contra a resistência aos tratamentos.
- A resistência aos antibióticos é um fenômeno natural, mas que não é levado a sério no momento da distribuição e da utilização dos medicamentos, acelerando o processo.

Desde 2006, os organismos de ajuda gastaram mais de US$ 1,5 bilhão em novos tratamentos para o combate aos microorganismos que se tornaram resistentes aos remédios existentes.

Na falta de medidas extremas, a mortalidade devido à resistência aos anti-infecciosos e o custo dos tratamentos vão continuar a subir, preveem os especialistas.



Fonte: R7

Depressão e ansiedade em mulheres têm origem biológica

Teste em ratos confirma que proteína que responde ao estresse é defasada em fêmeas


O motivo pelo qual há mais casos de ansiedade e de depressão entre mulheres pode ser biológico, segundo um estudo divulgado por um grupo de neurocientistas do Hospital da Criança na Filadélfia, nos Estados Unidos.

Ao estudar a recepção de situações de estresse em cérebros de ratos, os pesquisadores descobriram que nas fêmeas falta uma proteína capaz de amenizar o efeito do hormônio que desencadeia a resposta ao estresse.

A maior incidência de depressão, de estresse pós-traumático e de problemas de ansiedade entre as mulheres já é reconhecido pela comunidade médica, mas a explicação por mecanismos biológicos nunca havia sido discutida.

A pesquisa liderada por Debra Bangasser achou a resposta no hormônio liberador da corticotropina (CRF, na sigla em inglês), liberado em mamíferos pela hipófise.

Após a exposição ao estresse, os ratos do sexo masculino tiveram uma resposta adaptativa, denominado de internalização, em suas células cerebrais. Suas células reduziram o número de receptores de CRF, e tornou-se menos sensível ao hormônio. Em ratos fêmeas, esta adaptação não ocorre porque uma proteína importante para essa internalização não se liga ao receptor de CRF.



Fonte: R7

terça-feira, 15 de junho de 2010

Remédio para câncer é eficaz no tratamento de cegueira de idosos

Remédio usado contra o câncer, o Avastin, poderia melhorar a visão dos idosos em degeneração macular, segundo um estudo publicado no "British Medical Journal". Os cientistas responsáveis pelo estudo perceberam que este remédio melhora a visão dos idosos que sofrem degeneração macular, patologia que surge com a idade e é uma das principais causas de cegueira entre os idosos.

A outra vantagem está no preço. O custo do tratamento é de 350 libras anuais (425 euros), menor do que as 10 mil libras (12,145 mil euros) anuais que custam Lucentis, medicamento prescrito até agora para a degeneração macular.

No entanto, a pesquisa do Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (Nice, na sigla em inglês) está em fase experimental e é cedo ainda para começar a receitar Avastin aos doentes com degeneração macular.

O estudo demonstrou que, além de atacar células cancerígenas, Avastin melhora a visão da maioria dos pacientes até o momento, sem efeitos colaterais.


Fonte: ASCOFERJ

Estudo vê ligação entre câncer e uso de remédio para o coração

Levantamento revelou aumento, principalmente de casos de câncer de pulmão, associado aos bloqueadores de receptores de angiotensina.


Um estudo feito nos Estados Unidos sugere que os usuários de um tipo de remédio comumente usado para tratar problemas cardíacos e pressão alta apresentam risco um pouco maior de desenvolver câncer.
No levantamento, divulgado na última edição da publicação científica "The Lancet Oncology", os cientistas do University Hospitals Case Medical Center, na cidade de Cleveland, fizeram um cruzamento de informações de estudos sobre casos de câncer de pulmão, próstata e mama de 68 mil pacientes. Também analisaram informações sobre novos diagnósticos de câncer em 61 mil pessoas e registros de mortes por câncer de outros 93 mil.
Eles concluíram que, entre os pacientes que tomavam uma classe de medicamentos conhecida como bloqueadores dos receptores de angiotensina, a probabilidade de desenvolver câncer chegou a 7,2%, enquanto que em pacientes que não tomaram esses remédios, a possibilidade foi calculada em 6%.
Quando investigaram mais a fundo que tipos específicos de tumores estariam associados ao medicamento, verificaram uma predominância maior de casos de câncer de pulmão.

Câncer

Os bloqueadores dos receptores de angiotensina são recomendados principalmente para condições como pressão alta e insuficiência cardíaca.
Em 2003, testes com um remédio desse tipo revelaram um aumento nos riscos de morte por câncer, mas não ficou claro se o resultado era significativo ou não.
Não está claro por que bloqueadores dos receptores de angiotensina aumentariam os riscos de câncer, mas alguns estudos com animais indicam que talvez haja uma associação entre a droga e o crescimento de vasos sanguíneos em tumores.
Embora o aumento constatado seja modesto, o cientista responsável pelo estudo, Ilke Sipahi, disse que, como as drogas são usadas em grande escala, existe um potencial de muitos casos adicionais de câncer.
Com base nos resultados, os cientistas responsáveis pelo estudo pedem aos órgãos responsáveis pela regulamentação do uso de remédios que realizem novas investigações para analisar a relação entre o medicamento e o câncer.
Eles recomendam, porém, que os pacientes não deixem de tomar a droga. Em caso de preocupação, devem procurar um médico.
Tim Chico, vice-diretor da NIHR Cardiovascular Biomedical Research Unit da University of Sheffield, no Reino Unido, disse que o estudo não provou a existência de um vínculo definitivo entre o câncer e a droga.
Ele enfatizou que medicamentos que baixam a pressão salvam vidas.


Fonte: G1

Consumir arroz branco favorece desenvolvimento de diabetes

Cientistas de Harvard orientam troca pelo arroz integral e outros grãos


Consumir arroz branco frequentemente favorece o aparecimento do diabetes tipo 2, enquanto que o risco de ter a doença é reduzido com o consumo de arroz integral, revela um estudo americano publicado nesta segunda-feira (14).

Cientistas da Escola de Saúde Pública de Harvard acompanharam o consumo de arroz branco e integral por 157.463 mulheres e 39.765 homens, que foram seguidos em três estudos diferentes durante 14 a 20 anos.

O diabetes tipo 2, insulino-dependente, se manifesta em geral na idade adulta. Há quase 24 milhões de diabéticos nos Estados Unidos (8% da população).

Os cientistas de Harvard descobriram que as pessoas que consumiam arroz branco cinco vezes por semana tinham 17% mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 que aqueles que o comiam uma vez por semana apenas.

- Nós acreditamos que substituir o arroz branco e outros grãos refinados por grãos integrais, como o arroz integral, ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2 - disse o autor do estudo, Qi Sun, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

- Há séculos o arroz é um alimento de base nos países asiáticos - destacaram os cientistas.

- Mas desde o século XX, os progressos feitos nas tecnologias do tratamento do cereal possibilitaram uma produção em massa de cereais refinados. Durante este processo, a casca do grão, assim como as partes intactas do germen, são retiradas para produzir arroz branco que, de fato, consiste em um endospermo cheio de amido - afirmam os autores.

Mais de 70% do arroz consumido nos Estados Unidos é arroz branco.

O estudo foi publicado nos Archives of Internal Medicine.


Fonte: R7

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dieta rica em carne pode antecipar menstruação, diz estudo

Pesquisa britânica afirma que alto consumo pode preparar o corpo para gravidez, desencadeando puberdade antecipada.



Uma pesquisa da Universidade de Brighton, na Grã-Bretanha, sugere que meninas que têm uma dieta rica em carne podem começar a menstruar antes que outras crianças.
Os pesquisadores compararam as dietas de mais de 3 mil meninas de 12 anos e descobriram uma ligação entre a menstruação antecipada e o alto consumo de carne aos três anos de idade (mais do que oito porções por semana) e aos sete anos (mais de 12 porções por semana).
No artigo, publicado na revista especializada Public Health Nutrition, os pesquisadores afirmaram que a dieta rica em carne pode preparar o corpo para a gravidez, desencadeando a puberdade antecipada.
"Carne é uma boa fonte de zinco e ferro, requisitos que são altos durante a gravidez", disse a coordenadora do estudo, Imogen Rogers, da Universidade de Brighton.
"Uma dieta rica em carne pode ser vista como indicativo de condições nutricionais adequadas para uma gravidez bem sucedida", acrescentou.
Os cientistas pesquisaram meninas de 12 anos e oito meses, separando-as em dois grupos: as que já tinham começado a menstruar e as que ainda não tinham menstruado.
Ao comparar as dietas destas meninas nas idades de três, sete e dez anos, eles descobriram que o consumo de carne em idade precoce estava fortemente ligado com a menstruação antecipada.
As chances de se ter a primeira menstruação aos 12 anos de idade eram 75% maiores entre aquelas que comiam mais carne aos sete anos.
A menstruação antecipada está ligada ao aumento no risco do desenvolvimento de câncer de mama, possivelmente devido ao fato de estas mulheres estarem expostas a níveis mais altos de estrogênio durante suas vidas.
Mas os pesquisadores destacam que não há necessidade de as meninas cortarem a carne de suas dietas e sim moderar nas quantidades.
Na pesquisa, as meninas de sete anos que se encaixavam na categoria de maior consumo de carne comiam realmente grandes quantidades do alimento, eles afirmaram.

Peso

Ao longo do século 20, a média de idade na qual as meninas iniciam a menstruação caiu dramaticamente e agora dá sinais de estabilização.
Isto se deve a uma melhora na nutrição e ao crescente nível de obesidade, que tem impacto nos hormônios.
Embora as descobertas do estudo atual sejam independentes da questão do peso, o estudo confirma pesquisas anteriores ao mostrar que garotas mais pesadas tendem a menstruar mais cedo.
No entanto, para Imogen Rogers, o peso não pode ser o único fator que influi neste fato, já que a média de idade da primeira menstruação não variou necessariamente com os níveis de obesidade.
Ken Ong, endocrinologista pediátrico do Conselho Britânico de Pesquisa Médica, afirmou que no último século ocorreram "grandes mudanças" no momento em que ocorre a primeira menstruação.
Ong acrescentou que a ligação com o consumo de carne é "plausível".
"Isto não está relacionado a um tamanho maior do corpo, mas pode estar relacionado a um efeito mais direto da proteína da dieta nos níveis de hormônio", afirmou.


Fonte: G1

Ministério da Saúde lança campanha para incentivar doação de sangue

Lema é 'Doe sangue, faça alguém nascer de novo'.
Por ano, 3,5 milhões de bolsas de sangue são coletadas no Brasil.



O Ministério da Saúde lança, nesta segunda-feira (14), uma nova campanha para incentivar a doação de sangue. Neste dia, é celebrado o Dia Nacional do Doador de Sangue, instituído pela Organização Mundial de Saúde.
O lema da campanha é "Doe sangue, faça alguém nascer de novo". Até o dia 30, a campanha deve mostrar, na televisão, em jornais, rádios e outras mídias, depoimentos de pessoas que tiveram a vida salva por causa da transfusão de sangue.
Segundo o governo Federal, 1,9% dos brasileiros são doadores. A demanda por sangue aumentou no país, por conta do crescimento das cirurgias de transplantes e da população, entre outros fatores.

Por ano, 3,5 milhões de bolsas de sangue são coletadas no Brasil. O ideal seria que esse número alcançasse 5,7 milhões.
O ministério informa ainda que está realizando uma consulta pública sobre uma proposta para mudar as idades mínima e máxima para doação de sangue. Hoje, pode doar quem tem entre 18 e 65 anos. A mudança seria para abranger pessoas que têm entre 16 e 68 anos.
Quem tem a intenção de doar sangue deve procurar um hemocentro. Além de pertencer à faixa etária indicada, é necessário ter peso acima de 50 quilos e apresentar documento válido em todo território nacional. Os doadores devem estar em bom estado de saúde e descansados. É recomendável não doar sangue em jejum, não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores e evitar fumar pelo menos duas horas antes.
Quem teve hepatite depois dos 10 anos de idade, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas que estão expostas a doenças transmitidas pelo sangue (como aids, sífilis e doença de Chagas) ou tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido sem uso de preservativos não podem doar.


Fonte: G1