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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Saiba mais sobre os riscos do amianto à saúde

Substância é proibida ou restringida em 52 países de todo o mundo.


O amianto é um mineral que ocorre na natureza. Uma variedade da substância, o amianto branco, é usado na indústria da construção civil nos países em desenvolvimento, mas é proibido na maioria dos países industrializados, devido aos riscos para a saúde.
Outras formas de amianto - o azul e o marrom - são proibidos em todo o mundo.

Para que serve o amianto?
O amianto é resistente ao calor e ao fogo. Além disso, o material é resistente e barato, por isso pode ser usado de diversas formas. Ele pode ser misturado ao cimento para fabricação de tetos e pisos. Também é utilizado em canos, tetos, freios, entre outros.

O amianto é perigoso?
Fragmentos microscópicos de fibras de amianto são potencialmente perigosos quando inalados e podem provocar doenças respiratórias:
Câncer de pulmão, que é o mais comum em pessoas expostas ao amianto; Mesotelioma, uma forma de câncer no peito que praticamente só ocorre em pessoas expostas ao amianto; Asbestose, uma doença que causa falta de ar e pode levar a problemas respiratórios mais graves. O amianto branco, conhecido como crisótilo, é a única forma de amianto usada hoje. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a variação também é associada ao mesotelioma e outros tipos de câncer, mas seus produtores dizem que a substância é segura se manejada com cuidado.

Onde o amianto é usado?
Em países da União Europeia, na Austrália e em mais de 20 países, o amianto branco é proibido. Ele é limitado a quantidades pequenas nos Estados Unidos e no Canadá.
Os maiores consumidores são China, Índia e Rússia. Os maiores exportadores são Rússia, Cazaquistão, Brasil e Canadá.

E no Brasil?
O amianto é amplamente produzido e usado no Brasil, apesar de alguns esforços isolados para se banir a substância. O Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de amianto, que é vendido para países como Colômbia e México. O país também é o quinto maior consumidor do produto.
As 11 empresas que trabalham com o produto empregam mais de 3,5 mil pessoas diretamente e movimentam R$ 2,5 bilhões por ano.

O amianto pode ser usado de forma segura?
Alguns especialistas afirmam que o amianto branco traz menos risco à saúde do que o amianto azul e marrom, mas mesmo empresas que vendem a substância dizem que os trabalhadores devem evitar inalar o ar com o produto.
Nos Estados Unidos, as fábricas precisam se certificar de que existe menos de 0,1 partículas de amianto por centímetro cúbico de ar.
Um órgão de saúde do governo americano afirma que mesmo a exposição a esse grau de contaminação do ar ao longo de uma vida toda de trabalho pode provocar cinco mortes por câncer e duas por asbestose em cada mil trabalhadores.

Como os trabalhadores podem se proteger?
Eles podem usar roupas protetoras e máscaras para respiração. Outra medida é reduzir o nível de poeira nas fábricas com ventiladores, aspiradores e água, mantendo o ambiente mais úmido.
Familiares de trabalhadores também correm risco?
O maior grupo de risco são os trabalhadores expostos por muito tempo. No entanto, há casos de esposas que morreram de doenças relacionadas ao amianto por manejarem as roupas sujas do marido. Filhos de trabalhadores também já morreram pelo mesmo motivo.
Quanto tempo leva para que se contraia uma doença relacionada ao amianto?
A asbestose pode surgir em uma década após exposição inicial ao amianto, mas em muitos casos ela demora ainda mais. O mesotelioma pode surgir em 30, 40 ou até 50 anos após a exposição. Médicos dizem que pacientes diagnosticados com mesotelioma tem menos de cinco anos de expectativa de vida.


Fonte: G1

Já ouviu falar em ATM?

Já ouviu falar em DTM? Essa sigla, que tende a se tornar cada vez mais popular, remete a uma desordem na articulação ou nos músculos que permitem abrir e fechar a boca. Agora, uma seleção de exames e novos tratamentos prometem silenciá-la mais cedo

por Diogo Sponchiato



Existem problemas de saúde que andam cercados de mistérios e mal-entendidos. A começar pelo nome. Há pessoas por aí que sofrem com dores nos maxilares e atribuem a desdita a uma doença chamada ATM. Vamos desfazer a primeira confusão. Essa sigla, ou melhor, a articulação temporomandibular a que ela faz referência, todo mundo tem. Se ela ou os músculos que a circundam estão em crise, aí, sim, há o que se chama de disfunção temporomandibular, a DTM.

Há mais de um tipo de DTM por trás de dores, dificuldades para mastigar ou falar, além de ruídos ou estalos ao abrir e fechar a boca. Um estudo liderado pela dentista Daniela Godói Gonçalves, da Universidade Estadual Paulista, em Araraquara, no interior de São Paulo, aponta que até 40% da população se queixa de um sintoma que remeta à sigla dolorosa. “Ela afeta principalmente quem tem entre 20 e 40 anos e duas vezes mais as mulheres”, observa Daniela. “Em quase 70% dos casos o problema nem está na articulação em si, mas na musculatura ligada a ela”, estima o dentista Antonio Sérgio Guimarães, da Universidade Federal de São Paulo.

O transtorno não apresenta causa específica, mas se acredita que, somados a uma propensão a ele, fatores como o estresse do dia a dia acionam a engrenagem da dor. Por essas e outras, flagrar a DTM e sua origem nem sempre é tarefa fácil. Para tornar o diagnóstico mais certeiro, uma saída é congregar exames, como demonstra um trabalho recente da fonoaudióloga Cláudia Ferreira, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, no interior do estado. “Juntamos um questionário preenchido pelo paciente a uma avaliação das funções dos músculos da mandíbula e uma técnica chamada eletromiografia”, conta Cláudia. É a combinação de tudo isso que garante uma boa investigação.

O questionário revela o grau dos sintomas e o momento em que eles eclodem. “Já no que chamamos de avaliação miofuncional, pedimos para o paciente mastigar uma bolacha para analisar o trabalho da musculatura local”, exemplifica. A eletromiografia, por sua vez, se vale de eletrodos colados à têmpora e às bochechas para checar as contrações musculares. “Com esses dados conseguimos não só detectar o problema mas também monitorar melhor a resposta ao tratamento”, avalia Cláudia.

As disfunções da mandíbula costumam trazer dor de cabeça. No sentido figurado: não é raro perambular entre médicos e dentistas atrás do motivo das aflições. E no sentido literal. “A DTM pode causar dores de cabeça secundárias ou agravar enxaquecas já existentes”, acusa Daniela. Não à toa, há quem se entupa de analgésicos, negligenciando, sem querer, o foco do desconforto. Embora o adulto seja seu alvo, a DTM também é capaz de atormentar crianças e adolescentes. Os estudos a respeito são divergentes, até porque, nessa fase da vida, os sinais do problema são mais leves e difíceis de ser detectados. “Relatos mostram que os sintomas da disfunção são raros na época dos dentes de leite, enquanto outros indicam uma prevalência de 16%. De qualquer maneira, o número aumenta na adolescência”, pontua a dentista Maria Beatriz Gavião, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, no interior paulista.

CALA-TE, DOR

Apesar de complexa e rodeada de confusões, a DTM pode ser contra-atacada. Muitas vezes o tratamento exige não apenas o dentista, mas fonoaudiólogos, fisioterapeutas... Para nossa sorte, as armas que enfrentam o transtorno estão cada vez mais afiadas. Se o ultrassom já rendia bons resultados, o raio laser de baixa potência, ainda novo nessa área, não decepciona. O aval para as duas tecnologias vem de uma pesquisa recém-concluída na USP de Ribeirão Preto pela dentista Thaíse Carrasco.

“O ultrassom promove um calor profundo na região, estimulando a dilatação dos vasos e diminuindo a inflamação local”, explica Thaíse. “O laser também surte efeito anti-inflamatório e incentiva a liberação de substâncias que aliviam a dor”, completa. No trabalho com 30 voluntários, a especialista provou que as técnicas empatam em termos de eficiência. “Elas são, contudo, terapias de apoio, ou seja, não dispensam atacar as causas do problema”, lembra.

Em muitos casos, só uma investigação minuciosa aliada a mudanças comportamentais desarticula a DTM. “É preciso saber se o paciente range os dentes à noite ou os aperta durante o dia por causa da tensão”, exemplifica o dentista André Felipe Abrão, do Centro de Estudos, Treinamento e Aperfeiçoamento em Odontologia, na capital paulista. Só assim dá para traçar um plano de ação contra o suplício. A participação do paciente, aliás, é essencial. “Ele precisa aprender o que é ruim para a sua condição e corrigir os erros”, diz Guimarães. Nessas horas, fugir do estresse, que repercute na musculatura da ATM, já é mais do que um bom começo.


Fonte: Terra Vida e Saúde

Médico diz que leite em excesso pode fazer mal à saúde

O leite é um alimento importante, já que fornece cálcio, vitaminas. No entanto, seu consumo em excesso por adultos abre espaço a problemas de saúde, como o aumento do colesterol. Confira outras doenças que pode causar e entenda a sensibilidade à lactose de algumas pessoas, segundo o gastroenterologista Vladimir Schraibman, cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.


1) O excesso de leite, especialmente o integral, pode levar ao aumento dos níveis de colesterol e a outros problemas, como esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) e obesidade visceral (acúmulo de gordura no abdômen);

2) Ao longo do envelhecimento natural, a lactase, enzima responsável por quebrar a lactose, é produzida em menor quantidade. Por isso, a grande maioria das pessoas mais velhas não consegue dar conta do consumo elevado da substância. A situação faz com que o leite seja mal digerido e interpretado como um agente agressor, causando a liberação de citocinas pró-inflamatórias, que induzem ao desenvolvimento de rinites, sinusites e dermatites. O excesso de cálcio também está relacionado à formação de pedra nos rins;

3) A diminuição da lactase pode se iniciar em qualquer idade, mas normalmente acontece após os 30 anos. Exames de sangue detectam o distúrbio;

4) Não existe quantidade ideal estabelecida para a ingestão de leite. O cálcio necessário ao corpo também pode ser adquirido por meio de carnes, ovos, verduras e legumes escuros. Para que o organismo absorva corretamente os nutrientes e mantenha o equilíbrio orgânico, é recomendável manter uma alimentação balanceada, se exercitar e evitar o consumo elevado de cafeína, álcool, sal, açúcar, proteínas e gorduras;

5) Algumas pessoas são sensíveis à lactose porque têm deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase, que possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples para a sua melhor absorção. Essa característica é genética.



Fonte: Terra Vida e Saúde

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Governo amplia grupos que são prioridade para vacina contra hepatite B

Produto vai ser disponível em mais 60 mil postos de saúde no país


O Ministério da Saúde aumentou o número de grupos prioritários para a vacinação gratuita contra a hepatite B e o total de unidades públicas onde o produto pode ser aplicado.
Gestantes após o terceiro mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos, mulheres que fazem sexo com mulheres, travestis, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e do sangue e populações de assentamentos e acampamentos são os novos beneficiados pela cobertura do da vacina pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Antes restrita, a vacina pode ser tomada agora em todos os postos de saúde - são 60 mil novos locais. Para dar conta da nova demanda, foram compradas mais 18 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan, do Estado de São Paulo, além das 15 milhões que eram usadas todos os anos, segundo informações do ministério.

Ricardo Gadelha, coordenador de hepatites virais do Ministério da Saúde, diz que a ideia é tornar a vacinação universal.

A hepatite B é uma doença que pode levar a lesões e câncer de fígado. Transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal, atinge quem faz sexo sem camisinha ou compartilha objetos contaminados por sangue, como lâminas de barbear e alicates de unha.

A doença, que também pode ser transmitida da mãe para o bebê, é o único tipo de hepatite para o qual existe vacina específica. Mas a imunização também protege contra o vírus da hepatite D, que parasita o B.

Existem ainda as hepatites causadas pelos vírus A (transmitido por água e alimentos contaminados), C (pelo sangue, como a B, mas raramente por via sexual) e E (por alimentos e água contaminados), que não têm vacina e também geram danos ao fígado.



Fonte: R7

Nova tecnologia acaba com o barulhinho de motor no dentista

100% nacional, conhecimento é adotado na perfuração do pré-sal


A indústria odontológica conseguiu inventar um modelo silencioso e mais eficiente de motor para os aparelhos eletrônicos usados pelos dentistas.

A nova broca, chamada Ponta Ultrassônica com Diamante, além de tudo é menor e mais fácil de manipular. A tecnologia é 100% nacional e foi desenvolvido por técnicos do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos. Sua tecnologia vendo sendo usada para perfuração do pré-sal.

Equipes da faculdade de odontologia de Bauru já estão usando a tecnologia para tratar de crianças carentes em Rondônia.



Fonte: R7

terça-feira, 20 de julho de 2010

Gel germicida reduz em até 54% o risco de contágio do HIV

Produto contém antirretroviral que previne contato com o vírus nas mulheres


Um gel germicida, que contém 1% de um antirretroviral, reduz em até 54% o risco de contágio do HIV em comparação a um gel vaginal que não contém nada, revelou nesta segunda-feira (19) um estudo divulgado em Viena, onde está sendo realizada a conferência internacional sobre a Aids.

O estudo, intitulado CAPRISA 004, que começou no dia 27 de fevereiro de 2007, tinha como objetivo estabelecer a eficácia e a segurança de um gel com 1% de tenofovir, um componente muito utilizado como antirretroviral, para a prevenção do vírus entre as mulheres.

Ele foi realizado com mulheres sul-africanas, de 18 a 40 anos, saudáveis e sexualmente ativas. Das mulheres analisadas, 445 receberam um gel com ARV e 444, um gel sem a substância.

A incidência do HIV foi 54% mais baixa entre as mulheres que fizeram o tratamento completo, de 38% entre as que seguiram o tratamento parcialmente e de 28% entre as que recorreram pouco ao tratamento. Em média houve uma redução de incidência de 39%. Não houve efeitos negativos.

Segundo os autores do estudo, o gel com ARV poderá "preencher um grande buraco na prevenção do HIV, principalmente para as mulheres incapazes de negociar com êxito uma monogamia mútua ou o uso do preservativo".
As mulheres representam 60% das pessoas contaminadas pelo HIV na África, onde há 70% dos casos de contaminação registrados no mundo.


Fonte: R7

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Tratamento da Aids deve começar mais cedo, diz OMS

Proposta vai elevar os custos; mais de 5 milhões já vivem sem tratamento


Para diminuir o número de mortes causadas pela Aids, que já tirou a vida de 25 milhões de pessoas nos últimos 30 anos, a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomendou que o tratamento das pessoas infectadas comece mais cedo. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) durante a Conferência Internacional da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a Aids, que ocorre em Viena, Áustria, até a próxima sexta-feira (23).

A proposta da OMS é que os portadores do HIV, vírus que causa a doença, comecem a tomar os remédios quando estiverem com um nível mais baixo de infecção, apesar dos custos que isso implica.

Antes, a OMS recomendava o tratamento quando a contagem de células CD4, que define o nível imunológico, tivesse chegado a 200 -- o índice normal é de 1.000 a 1.500. Agora, no entanto, a entidade propõe que o tratamento antirretroviral comece quando os pacientes apresentarem um nível de CD4 de 350 células por mm3.

Os medicamentos antirretrovirais impedem a multiplicação do HIV e diminuem a quantidade do vírus no organismo. Com isso, a defesa do corpo melhora e o portador corre menos risco de desenvolver outras doenças.

O problema da medida da OMS, no entanto, são os custos que ela pode representar. De acordo com o Unaids (Programa da ONU de combate à Aids), a cada três pessoas que vivem com a Aids no mundo, pelo menos uma delas não tem acesso ao coquetel anti-HIV. Isso representa 11 milhões de pessoas (do universo de 33,4 milhões de infectados) que já vivem sem o tratamento.

Os números da OMS são diferentes. Segundo a entidade, também ligada a ONU, cerca de 5,2 milhões de soropositivos recebiam tratamento contra o HIV até o final de 2009, para cerca de 10 milhões que precisavam.

Além disso, segundo o Unaids, seriam necessários R$ 42 bilhões para tratar a doença nos países mais pobres, mas os países mais ricos doaram somente R$ 13,5 bilhões (32%) desse montante.

A OMS admite que essas recomendações não podem ser aplicadas imediatamente por todos os países.

- As novas recomendações podem aumentar o número de pessoas elegíveis para um tratamento e, por isso, aumentar os custos.

Tratamento precoce pode reduzir mortes em 20%

A OMS sugere ainda que os pacientes que apresentarem sintomas importantes comecem imediatamente o tratamento, qualquer que seja seu nível de CD4.

Segundo as estimativas da instituição, colocar em tratamento todos os pacientes que tiverem um nível menor que 350 de CD4 deverá "aumentar em 49% o número de pessoas tratadas", fazer baixar o número de mortes em 20% até 2015 e eventualmente reduzir a transmissão do vírus".

De acordo com Gottfried Hirnschall, diretor para Aids na OMS, esta nova diretriz fará passar para 15 milhões o número de pessoas para as quais se recomenda o início do tratamento.
- Como o tratamento reduz o nível do vírus nos corpos, haverá menos possibilidades de que os soropositivos contagiem seus parceiros.

Da mesma forma, o impacto sobre as coinfecções será muito importante, com "uma redução de 54 a 92% dos casos de tuberculose em pacientes sob tratamento".


Fonte: R7

Médicos alertam para perigo de dar remédios para crianças usando colheres comuns

Diferença no tamanho dos talheres faz com que cálculo da dose seja arriscado


Cuidado na hora de dar xarope para o seu filho usando uma colher comum. Um estudo feito na Grécia alerta que pais que usam esses utensílios domésticos, e não os acessórios que estão inclusos nos pacotes de vários remédios, podem fazer com que as crianças recebam doses menores do que a recomendada ou até provocar uma overdose do medicamento porque a colher é grande demais.
No estudo, publicado na revista científica International Journal of Clinical Practice, os pesquisadores analisaram 71 colheres de chá e 49 de sopa coletadas em 25 casas de Attica, na Grécia. Eles descobriram que os talheres menores tinham capacidade entre 2,5 ml e 7,3 ml, com o volume médio sendo 4,4 ml. No caso das colheres de sopa, a variação é de 6,7 ml a 13,4 ml, com média de 10,4 ml.

Matthew E. Falagas, diretor do Instituto Alfa de Ciências Biológicas, em Atenas, diz que as variações entre os modelos disponíveis era considerável e em alguns casos não tinham qualquer relação com a colher calibrada que vem na caixa do remédio.

– Um pai que usa a maior colher de chá pode dar ao seu filho até 192% mais remédio do que o que usa o menor talher desse tipo. Entre as colheres de sopa, a diferença é de 100%. Isso aumenta o risco de a criança receber uma overdose do medicamento ou uma quantidade muito pequena.

Na maioria dos lares havia três tipos diferentes de colheres – em algumas casas esse número chega a seis. Isso indica que as crianças podem receber uma dose diferente do produto a cada vez que o tomam. Os pesquisadores também pediram que as mães colocassem 5 ml de remédio em uma colher calibrada, específica para a dosagem: nenhuma delas conseguiu colocar a quantidade correta.

Falagas diz que dar remédios para as crianças é diferente e mais delicado do que administrar o medicamento em adultos.

– As doses pediátricas precisam ser ajustadas à idade e ao peso da criança, então os pequenos são consideravelmente mais vulneráveis a esses erros do que os adultos. Uma dica para resolver isso é usar seringas, disponíveis em qualquer farmácia, para medir a dose. Isso dá mais confiança aos pais de que eles estão acertando.


Fonte: G1