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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Adaptações em casa ajudam a garantir velhice saudável

Pequenas mudanças podem evitar acidentes sérios


O segredo da juventude eterna não é fingir que a velhice nunca chega. Chega para nós, para nossos familiares e para quem mais tiver sorte. Fazer vista cansada para a última e cada vez mais longa fase da vida pode fazer com que ela não seja aproveitada em sua plenitude. Da mesma forma que a desinformação e a falta de cuidado atrapalham na infância, adolescência e vida adulta, também podem prejudicar os idosos. Mas muitas vezes a simples aceitação da necessidade de adaptações cotidianas pode ser dolorosa para toda a família. “Ajuda precisamos todos, sempre, em qualquer fase da vida. Então, não é uma coisa estranha que alguém precise de alguma colaboração em alguma coisa”, lembra a psicanalista Délia Goldfarb, diretora da organização Ger-Ações. Não é estranho, mas reconhecer e aceitar as novas necessidades costuma ser difícil.


Perceber que adaptações simples, como ver que o tapetinho da sala pode estar se tornando uma ameaça à segurança de um familiar – ou à sua própria – é um processo doloroso, que mexe com a dinâmica dos relacionamentos. Mas é o primeiro e importante passo para realizar adaptações para evitar acidentes e promover qualidade de vida. A mortalidade de idosos com 60 anos ou mais por quedas, no Estado de São Paulo, aumentou quatro vezes nesta década, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. O índice passou de 7,6 óbitos por 100 mil idosos em 2000, para 28,4 mil em 2008. As quedas, por definição, são causas evitáveis. E a maior parte delas acontece em casa.
Mesmo as quedas mais leves podem ter consequências. “Quem cai fica com medo e vergonha de cair de novo. Isso leva a um círculo vicioso, porque a pessoa começa a se restringir em termos de atividades. A inatividade gera imobilidade, que por sua vez diminui a força, a massa e o tônus, e aí, vai cair de novo”, diz Sérgio Paschoal, coordenador do programa de prevenção de quedas do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Aí a família superprotege, começa a só deixar sair acompanhado. Além de tudo leva a isolamento social, depressão e até institucionalização”.


Banheiro


“O banheiro é um local em que se cai muito. As pessoas molham o piso e vira um verdadeiro sabão. Às vezes não tem como trocar o piso, mas há alguns tapetes de borracha que grudam no chão – não pode ser qualquer um, porque se for um que escorregue é pior", explica Sérgio Paschoal, coordenador do Programa de Prevenção de Queda. "Mesmo se o piso for antiderrapante, você tem que ter barras de apoio sólidas. No mínimo, a velocidade e a energia da queda serão menores”, completa. Segundo ele, as barras são importantes também para evitar que as pessoas usem alternativas de apoio, como a torneira, que podem agravar a queda. “Existem adaptações muito legais, que são cadeiras pregadas na parede, cujo assento é dobrável para a parede. A pessoa desdobra, senta e toma banho mais tranqüilo”, diz.

Ainda no banheiro, é fundamental que o vaso sanitário seja elevado e tenha barras laterais ou apoio para os braços. “Se a pessoa não tiver força no quadríceps, ela desaba, pode até quebrar o vaso e se machucar mais ainda”, diz Sérgio. As antigas adaptações de alvenaria para elevar o vaso sanitário causavam má-impressão e era evitadas em muitos casos em que eram necessárias. Hoje, é possível encontrar assentos removíveis em casas de materiais cirúrgicos: causam menos impacto visual e permitem que o banheiro seja usado também por quem dispensa a adaptação. Mesmo que haja uma resistência inicial a essas adaptações, o coordenador do Programa de Prevenção de Quedas explica que, em sua experiência, elas acabam sendo aprovadas pelos idosos, porque permitem que eles dispensem ajuda.


Corredor

Um dos lugares mais perigosos de uma casa, segundo Sérgio Paschoal, é o caminho do quarto para o banheiro. E isso tem muito a ver com a iluminação. Ao mesmo tempo em que é melhor evitar superfícies e lâmpadas muito brilhantes porque os olhos já não se adaptam com tanta rapidez à claridade, é fundamental que exista uma iluminação acessível. “Tem que ter iluminação fácil. Ou se deixa uma luz permanentemente acesa ou algo que não é preciso procurar muito, como os abajures que acendem com um toque. Não adianta ter uma luminária em que é preciso procurar o interruptor. Esse problema de sair do escuro para o claro é muito sério”, explica.
Uma regra que vale para a casa toda é especialmente importante neste trajeto: o caminho tem que estar sempre completamente livre. “O tapetinho é o grande vilão. Mas também tacos soltos, carpetes com sobras e dobras, fio de telefone, brinquedos, móveis baixos e com pontas, animais de estimação pequenos, tudo isso é um prato cheio para quem tem um andar mais arrastado sofrer um acidente.”


Escada

As escadas completam o trio crítico de áreas da casa no que diz respeito a quedas. O pior tipo é a escada tradicional de sobrado, com janela no topo e iluminação frontal. “A luz bate de frente e quem olha para baixo não vê o degrau”, explica Sérgio. O ideal é que os carpetes sejam evitados. Se houver, devem ser sem estampas – que enganam o olhar – e perfeitamente lisos e esticados. Além disso, é bom que exista uma sinalização de cor contrastante na ponta do degrau. O corrimão deve ser firme, ficar dos dois

As casas adaptadas da Vila Dignidade são térreas e com espaços amplos e sem obstáculos
lados, começar antes da escada e terminar um pouco depois. A altura do degrau também não pode variar. “Não pode ter altura de degrau variada. Seu corpo se acostuma com aquela altura e não precisa nem ser idoso para tropeçar.”
O melhor ponto de partida é diferenciar autonomia e independência. Depender de apoio para realizar atividades diárias, como fazer a própria higiene e se vestir tira um pouco da independência, mas não nos tira a autonomia de decidir sobre a própria vida. Falta de autonomia é quando já não se pode decidir sobre coisas essenciais de sua vida. À medida que o tempo passa, vamos perdendo primeiro essa independência relativa, e depois a autonomia. Não conseguir fazer as atividades da vida diária não significa que a pessoa está doente, significa uma fragilidade.


Chegando lá

A parte prática das adaptações pode ser muito mais simples do que a conversa familiar necessária para chegar lá. “À medida que o tempo passar, você vai precisando de mais recursos para fazer as coisas com segurança. A questão é se você tem ou não consciência desses recursos. Se a pessoa é consciente e com bom senso, vai construindo essas adaptações. E se existe um bom diálogo familiar, vai construindo essas adaptações com a família”, explica Délia. “Agora, se é uma família altamente conflitiva – porque um pouco todas são –, onde nunca houve diálogo sobre as necessidades de qualquer um de seus membros, e as necessidades não foram respeitadas, aí o diálogo vai ser mais difícil e o processo de criar adaptações também.”
Se a conversa em casa estiver muito complicada, a saída é procurar a ajuda de profissionais. “Se a família sozinha não consegue produzir essa mudança ou a produz com um custo emocional alto demais, se alguém está sofrendo muito por isso, existem profissionais que orientam, que ajudam, que apóiam. Hoje em dia na gerontologia tem muitos profissionais que se dedicam exatamente a essas intervenções familiares de acompanhar essa mudança, que vão construindo caminhos para esse diálogo que falta”, orienta Délia.


Fonte: IG Delas

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Anticoncepcionais de hoje combatem da TPM ao câncer

A pílula anticoncepcional completou 50 anos e, ao longo destas cinco décadas, deixou de ser uma dor de cabeça. Hoje, evitar a gravidez já não é o principal trunfo dessa cinquentona revolucionária. Ela, hoje, é indicada até para amenizar os sintomas da TPM, além de diminuir o fluxo menstrual e cólicas. Além disso, melhora o cabelo e a pele, e diminui o risco de osteoporose. Hoje, um anticoncepcional tem dose hormonal dez vezes menor do que há 50 anos. Essa redução drástica diminuiu o risco de efeitos colaterais e garantiu o posto de um dos medicamentos mais vendidos no País.

"Há 50 anos, não se sabia qual era a dose necessária de hormônios para se bloquear a ovulação e, por isso, a dose era maior do que a necessária. E esse excesso provocava uma série de efeitos colaterais como náuseas, dores de cabeça, trombose e outros problemas", lembra o ginecologista Rogério Bonassi, presidente da comissão de contracepção da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Bonassi lembra que, na época, muitas mulheres duvidavam da eficácia do anticoncepcional. Aos 75 anos, a dona de casa Cemolina Moraes lembra que demorou a usar a pílula porque não acreditava que o comprimido pudesse evitar a gravidez. "Só comecei a usar depois que tive meu sexto filho e uma vizinha garantiu que funcionava", lembra. Neusa Moreira, 71, usou o anticoncepcional e só teve dois filhos.


Só com prescrição médica

Gerente do Programa de Saúde da Mulher do Rio, Chrystina Barros afirma que devido às diversas combinações e dosagens, deve-se usar a pílula prescrita pelo médico. "O anticoncepcional indicado para uma mulher não é o melhor para a vizinha. Uma adolescente precisa de pílulas para regularizar o fluxo e uma mulher que amamenta precisa de outra que não deixa passar hormônio para o bebê, por exemplo."

Hoje, 72% das mulheres afirmam ouvir mais comentários positivos do que negativos em relação aos anticoncepcionais, diz pesquisa Ibope e da Febrasgo. O trabalho indica que a pílula pode melhorar a autoestima e até o sexo. "A certeza da não gravidez aumenta a libido. Algumas pílulas mantêm a testosterona equilibrada, o que é bom para o sexo", diz Gerson Lopes, presidente da Comissão de Sexologia da Febrasgo.


Do medo do câncer à prevenção do mal

O medo de que o produto novo, que prometia impedir a gravidez, provocasse câncer fez com que muitas mulheres evitassem e adiassem o uso do anticoncepcional. Hoje, sabe-se que o uso contínuo do remédio reduz a incidência de câncer de ovário e endométrio, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

"Toda vez que a mulher ovula, ela tem uma pequena ruptura no ovário e isso, após muitos anos, pode aumentar o risco de câncer. O anticoncepcional impede a ovulação e reduz o risco", afirma Luiz Mathias, chefe do serviço de ginecologia do Inca II.

Segundo o médico, estudos indicam que o índice de câncer de ovário entre freiras é maior do que na população geral porque elas não têm filhos nem usam anticoncepcionais.


Fonte: Terra Vida e Saúde

Saiba quem deve tomar a vacina contra o HPV e como ela funciona

Tipos disponíveis no mercado previnem contra câncer de colo de útero e verrugas genitais


O HPV é a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Este vírus tem mais de 200 tipos diferentes, capazes de provocar lesões de pele ou em mucosas pelo contato entre genitais e relações sexuais sem o uso de preservativo. Na maior parte dos casos, as lesões podem regredir espontaneamente, mas em outros podem causar lesões associadas ao câncer.
Os vírus que tem maior probabilidade de provocar lesões persistentes e que estão associados às lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58, entre outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais, não costumam oferecer nenhum risco de progressão para se tornar maligno. Neste contexto, a vacina contra o HPV foi criada com o objetivo de prevenir a infecção e reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero.

Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18), as duas comercializadas no mercado brasileiro.

Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais, fabricada pelo laboratório MSD, nos Estados Unidos. A outra é a bivalente, específica para os subtipos 16 e 18, fabricada na Bélgica pelo laboratório GSK.

Segundo a infectologista pediatra Lily Yin Weckx, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a mulher deve tomar três doses da vacina para ficar imunizada – a segunda depois de dois meses da primeira e a terceira depois de seis meses da segunda.

Questionada sobre o tempo de eficácia da vacina, a médica explica que ainda não se sabe ao certo, mas os laboratórios garantem que a imunidade vale por anos e que não há necessidade de dose de reforço.

Mas mesmo vacinada, a mulher deve continuar a fazer visitas de rotina ao ginecologista que, por meio de exames de rotina, consegue detectar possíveis infecções genitais e mesmo a incidência de cânceres como o de colo de útero.

A vacina é também indicada para mulheres e homens que já tiveram contato com o vírus, afirma Lily.

- Como existem vários tipos de vírus do HPV, por mais que ela já tenha contraído um, pode se proteger contra outros que ela tenha contato no futuro.


Fonte: R7

Agência discute nomenclatura de medicamentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (15), no Diário Oficial da União, a Consulta Pública 72. A população tem 30 dias para enviar sugestões e críticas à proposta de resolução que estabelece os critérios de aceitabilidade dos nomes comerciais de medicamentos.

O objetivo da proposta é disciplinar a formação dos nomes comerciais dos medicamentos, com o intuito de facilitar a identificação desses produtos e evitar erros de medicação. A Lei nº 6360, de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária a que estão sujeitos diversos produtos, inclusive os medicamentos, foi usada como parâmetro.

“A lei prevê que os medicamentos não poderão ter nomes ou designações que induzam a erro. Desta forma, nomes iguais ou parecidos podem, por exemplo, dificultar o reconhecimento dos medicamentos para quem mais precisa deles – o consumidor”, diz a especialista em regulação da Anvisa Tatiana Jubé.

A proposta de resolução já está disponível no site da Anvisa e as sugestões devem ser encaminhadas, por escrito, para o endereço da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/GGMED: SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília – DF, CEP 71205-250; por fax: 61 3462-5674, ou para o e-mail cp72.2010@anvisa.gov.br.



Fonte: Anvisa