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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Campanha contra paralisia infantil acontece em agosto em São Paulo

Estado quer imunizar 2,9 milhões de crianças na segunda fase da iniciativa.
Serão usados 14.353 postos de saúde móveis ou fixos.



A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo realiza no dia 14 de agosto (sábado) a segunda fase da Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, com o objetivo de imunizar 2,9 milhões de crianças menores que cinco anos.
Segundo o órgão, a meta representa 95% dos pouco mais de 3 milhões de pessoas em território paulista dentro desta faixa etária. A primeira etapa da campanha foi realizada em 12 de junho.
Serão dispostos 14.353 postos de saúde móveis ou fixos, que atenderão a população das 8h às 17h, com 51 mil profissionais, 3,8 mil veículos e sete barcos disponíveis para a iniciativa.
Os interessados também poderão colocar a caderneta de vacinações das crianças em dia. Imunizações como a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e hemófilo B), tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e contra hepatite também serão oferecidas.
De acordo com a Secretaria, desde 1988 não são registrados casos de poliomielite no Estado, mas a vacina ainda se justifica pois o vírus circula em países da África e da Ásia.
Efeitos colaterais à imunização contra a doença são raros. A patologia acarretada pelo poliovírus selvagem traz febre, mal-estar, cefaleia e pode causar paralisia ao acometido.


Fonte: G1

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Entre o espirro e a lágrima

Não estranhe se um dia um médico disser que as recaídas depressivas estão associadas ao pó de casa ou ao pelo do cachorro. As alergias podem desgovernar as emoções e desatar problemas que vão além do nariz entupido


por Giuliano Agmont



Os lenços que enxugam o pranto em um momento de desânimo e secam o nariz na crise de coriza podem não ser o único elo entre a depressão e as alergias respiratórias, doenças tão frequentes quanto nocivas ao bemestar. Um trabalho recém-apresentado no encontro anual da Associação Americana de Psiquiatria sugere, pela primeira vez, que existem correlações entre os espirros crônicos e os descompassos de humor. No levantamento, as crises alérgicas se mostraram importantes gatilhos para os transtornos emocionais em pessoas que já estão com os nervos em apuros. É como se os mecanismos que levam à obstrução nasal diante de um alérgeno — o pó doméstico, por exemplo — também despertassem as preocupações, a melancolia e o desânimo.

Assinado por um grupo da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, o estudo reuniu 100 voluntários com depressão ou transtorno bipolar. Quase metade deles apresentava também sintomas alérgicos desencadeados pelo contato com o pólen produzido por um tipo de árvore comum nas cidades americanas. Os cientistas avaliaram os participantes durante a chamada estação polínica das plantas, que, naquele país, acontece entre o final do inverno e o início da primavera, nos últimos dias do mês de março. E também coletaram sangue desses voluntários para analisar os níveis de anticorpos específicos produzidos na presença do pólen.

“Entre os alérgicos, o sistema imunológico cria anticorpos para se defender de um agente inofensivo ao organismo da maioria das pessoas e, com isso, o corpo se torna vítima dessa própria reação”, explica o alergista Dirceu Solé, professor da Universidade Federal de São Paulo. A pesquisa americana revela que, além do nariz escorrido, pessoas alérgicas e deprimidas apresentaram pioras no estado de humor durante a alta temporada de polinização. Felizmente, também se observou que o tratamento dessa hipersensibilidade ao pólen pode impedir a ocorrência das crises depressivas.

No Brasil, o pólen não é um vilão tão temido quanto lá fora. Em compensação, um em cada quatro brasileiros sofre de rinite alérgica desencadeada por outros fatores, como o ácaro da poeira, a caspa de animais e o mofo. Segundo o professor Dirceu Solé, que também preside a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, os mecanismos que disparam as respostas a esses alérgenos são similares. Para o especialista, a associação entre as alergias respiratórias e os transtornos de humor é indireta. Ele explica que as crises agudas de tosse, espirro, coriza e congestionamento nasal costumam acontecer no período noturno, quando as pessoas têm contato com travesseiros, cobertas e colchões repletos de pó. Daí, dorme-se mal por causa de tanto incômodo e a privação do sono favorece a recaída depressiva, entre outros problemas. “Além disso, uma pessoa alérgica tem de aprender a conviver com quadros agudos e sem cura, que muitas vezes impõem restrições à sua qualidade de vida. Isso cria uma sensação de impotência, gera frustração e derruba a autoestima”, complementa Solé.


Efeito colateral?

O psiquiatra Ricardo Moreno, diretor geral do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas e professor do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, concorda que a principal relação entre alergia e transtornos de humor não é causal. Ou seja, não seria a alergia em si a responsável pela piora do quadro depressivo — podem existir fatores independentes ou psicológicos no meio dessa história. O pesquisador revela, no entanto, que há evidências de que mecanismos biológicos disparados por alergias também contribuam para a pane emocional. “Há uma relação de causa e efeito entre processos inflamatórios provocados por doenças imunológicas, como é o caso das alergias, e a depressão e o transtorno bipolar. Mas ainda não sabemos como isso acontece”, conta Moreno. A descoberta dessa conexão entre problemas aparentemente distintos pode favorecer, segundo os cientistas de Baltimore, o desenvolvimento de novas terapias para conter tanto os ataques alérgicos quanto os picos depressivos.


Da mente para o corpo

Se há provas de que a alergia desencadeie a depressão, será que o desânimo frequente patrocinaria coceiras, espirros e afins? Para Ricardo Moreno, a resposta é positiva. “O comportamento emocional pode deflagrar ou agravar quadros alérgicos”, afirma. “O transtorno de humor é uma doença multissistêmica, que não só provoca sofrimento, abatimento, choro e irritação como também propicia diversas alterações fisiológicas em seu portador”, completa. Ora, as conturbações da mente desorientam o sistema imune, que pode se expressar além da conta diante de um elemento inofensivo que voa pelo ar. Com base nisso, dá para extrair uma mensagem muito útil das investigações sobre as complexas interferências entre as emoções e a saúde do corpo: cuidar do nariz e dos pulmões significa também cuidar da alma. E vice-versa.


Fonte: Saúde Abril

Senado aprova nova regra para comércio de anfetaminas

Receita terá de ter duas vias; uma ficará retida na farmácia

O Senado decidiu nesta terça-feira (3) endurecer as regras para a produção, importação, comercialização e prescrição de anfetaminas no país. A substância é utilizada em coquetéis para emagrecimento. Pelo projeto aprovado, a importação e exportação da substância dependerá de autorização a ser expedida por órgão sanitário competente.

O projeto aprovado proíbe ainda que médicos prescrevam a anfetamina junto com outras drogas do grupo como benzodiazepínicos, diuréticos, hormônios, extratos hormonais e laxantes com finalidade de tratamento da obesidade ou emagrecimento.

A notificação de receita, estabelece o texto aprovado pelo Senado, terá de ser feita apenas por profissionais cadastrados e de forma personalizada e intransferível. A receita ficará retida pelo estabelecimento que comercializar o produto.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela relatora da matéria, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN). A proposta original, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), era ainda mais dura e pretendia banir o uso da anfetamina no Brasil.
Para apenas endurecer o uso, ao invés de proibir, Rosalba, que é médica, argumentou que existem indicações para o uso dessa droga, em especial no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, da narcolepsia e da própria obesidade.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais, onde terá caráter terminativo, ou seja, não precisará ir à plenário. Após isso, o texto deve seguir diretamente para votação na Câmara.


Fonte: R7

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Fiocruz lança nova versão de jogo sobre Aids

Na nova edição há mais informações sobre diagnósticos e direitos dos portadores



A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançou nesta terça-feira (3) uma nova versão do jogo virtual Zig-Zaids, que tem informações para jovens sobre o vírus da Aids e doenças sexualmente transmissíveis, segundo a Agência Fapesp.


O jogo pode ser baixado sem custo pela internet e é indicado para maiores de 12 anos.

Na nova edição há mais informações sobre diagnóstico, dados epidemiológicos e direitos sexuais e reprodutivos de portadores de HIV. É possível fazer download do jogo na página da Fiocruz na internet.

Segundo a Fiocruz, o conteúdo da nova versão é resultado de um conjunto de análises críticas sobre as limitações das ações restritas à informação biomédica sobre Aids e avaliações sobre o alcance e adequação do material.

O processo de revisão incluiu avaliação em escolas da rede pública de ensino do Estado do Rio de Janeiro e parecer do Ministério da Saúde. Na nova edição há mais informações sobre diagnóstico, dados epidemiológicos e direitos sexuais e reprodutivos de portadores de HIV.

A Fiocruz desenvolve alguns jogos educativos voltados para crianças e adolescentes, como o Jogo da Onda, que procura esclarecer dúvidas e promover reflexões sobre a prevenção da Aids, e o Trilhas, que realiza um passeio cultural e científico pelo Estado do Rio de Janeiro, além de um CD interativo sobre dengue.

A entidade faz doação de cópias do Zig-Zaids para instituições públicas e órgãos da sociedade civil mediante o recebimento de solicitação pelo e-mail zigzaids@ioc.fiocruz.br ou por carta encaminhada à: Fundação Oswaldo Cruz, Pavilhão Lauro Travassos LEAS, sala 22, Avenida Brasil 4.365, 21045-900, Rio de Janeiro - RJ.


Aids, na sigla traduzida do inglês, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença se manifesta após a infecção do organismo humano pelo HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, também traduzido da sigla em inglês.
A doença não tem cura, mas tem tratamento, de maneira que uma pessoa infectada pode viver com o vírus HIV por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma. Quanto mais cedo a presença do vírus for detectada, mais eficiente poderá ser o tratamento.


Fonte: R7