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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

2ª etapa de vacinação contra a pólio acontece dia 14 de agosto em todo o Brasil

Ministério da Saúde convoca pais e responsáveis para levarem crianças menores de cinco anos para tomar a segunda dose. Mais de 115 mil postos de saúde em todo o país oferecerão a vacina


Sábado, 14 de agosto, é dia da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Com o slogan “Não vai esquecer a segunda dose, hein?”, o Ministério da Saúde reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre a importância de levar as crianças menores de cinco anos aos postos de vacinação para tomar a segunda dose da vacina. Cerca de 115 mil postos participarão da mobilização em todo o país.

Na segunda etapa da campanha, a meta é imunizar, novamente, 14,6 milhões de crianças, representando 95%, meta mínima exigida, dos menores de cinco anos. Para isso, foram distribuídos 24 milhões de doses da vacina. No total, somando as duas etapas, foram distribuídos 48 milhões de doses. A primeira fase da campanha, realizada em 12 de junho, imunizou 14 milhões de crianças.

O investimento do Ministério da Saúde, nas duas fases da campanha, foi de R$ 40,9 milhões – sendo R$ 20,8 milhões para comprar vacinas e R$ 20,1 milhões em repasses para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, parceiros do Ministério na realização da campanha.

Para informações sobre locais de vacinação e horários de funcionamento dos postos, os pais devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município. “É a imunização que garante a não circulação do vírus selvagem da poliomielite no país. Por isso, é tão importante vacinar as crianças nas duas etapas da campanha”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carmem Osterno.

BRASIL SEM PÓLIO – A estratégia adotada pelo Brasil, de realizar campanhas nacionais anuais, divididas em duas etapas, com intervalo de dois meses entre as doses, contribuiu para que o país eliminasse o vírus da poliomielite. Desde 1989, não são registrados casos da doença em território nacional. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a certificação internacional de erradicação da transmissão da poliomielite.

Segundo Carmem Osterno, apesar do Brasil não registrar casos há mais de vinte anos, a doença ainda é comum em outras partes do mundo. A imunização previne contra os riscos de importação de casos provenientes de outros países que ainda registram casos da doença, principalmente dos que têm relações comerciais ou registram um fluxo migratório com o Brasil, como é o caso de alguns países africanos e asiáticos.

De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos de poliomielite. Desses quatro são endêmicos, ou seja, possuem transmissão constante: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 22 países têm registro de casos importados: Tajiquistão, Angola, Chade, Sudão, Uganda, Quênia, Benin, Togo, Burkina Faso, Níger, Mali, Libéria, Serra Leoa, Mauritânia, Senegal, República Centro Africana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Nepal, Guiné, Camarões e Burundi.

SOBRE A VACINA – Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a paralisia infantil é administrada via oral, em gotas, e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para a imunização de rotina. Pelo calendário básico de vacinação, os bebês devem receber a vacina aos dois, quatro e seis meses. Aos 15 meses, as crianças recebem o primeiro reforço. Porém, é importante que todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos 11 meses e 29 dias) tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.

A vacina não apresenta contra-indicações. Porém, recomenda-se que as crianças que estejam com febre acima de 38º ou com alguma infecção sejam avaliadas por um médico antes de receberem as gotinhas. A vacina também não é recomendada para crianças que tenham problemas de imunodepressão (como pacientes de câncer e aids ou de outras doenças que afetem o sistema imunológico, de defesas do organismo).

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a contaminação se dá principalmente por via oral.


Outras informações
Atendimento à Imprensa

(61) 3315 3580 e 3315 2351


Fonte: Portal da Saúde

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Hospital promove ação gratuita à pacientes de lombalgia

No próximo dia 14 de agosto o Centro de Dor do Hospital 9 de julho promoverá atendimento gratuito para portadores de lombalgia. A ação, intitulada Viva sem Dor 2010, tem como objetivo orientar os pacientes sobre o diagnóstico e tratamento desta doença.

Profissionais especialistas em neurocirurgia, ortopedia, reumatologia, fisioterapia e psicologia vão examinar os pacientes e proceder o diagnóstico e orientação para o tratamento.

A maioria das dorsalgias é causada por distorções, traumas ou deformidades da estrutura anatômica do paciente. A doença pode ser desencadeada por má qualidade de sono, fadiga, sedentarismo e fatores psicossociais. A lombalgia também pode ser causada por esforços repetitivos, erro postural, excesso de peso entre outros problemas. O tratamento é direcionado ao alívio das causas e pode incluir desde redução do peso corpóreo, exercícios para melhorar o tônus muscular e postura. Analgésicos também podem ser utilizados, por tempo determinado.



Fonte: Terra Saude

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Anvisa suspende a importação do medicamento Onicit

Remédio era usado contra náuseas e vômitos durante quimioterapias.
Irregularidades em fábrica detectadas em abril motivaram a decisão.



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta terça-feira (10) a suspensão da importação e do comércio do medicamento Onicit, recomendado contra náuseas e vômitos durante sessões de quimioterapia contra tumores malignos.
Segundo o órgão, durante inspeção realizada em abril, foram encontradas irregularidades na unidade fabril da empresa OSO Biopharmaceuticals Manufacturing, localizada nos Estados Unidos. O produto era importado no Brasil pela Schering-Plough, sediada em São Paulo.
A decisão vale em todo o território nacional e deve ser acatada imediatamente, após a publicação no Diário Oficial da União. O recolhimento dos lotes é de responsabilidade do fabricantes. Quem tiver adquirido o remédio, cujo número do lote está descrito na embalagem, deve interromper o uso.


Garantia do fornecimento

O grupo farmacêutico Merck Sharp & Dohme, fundido com a Schering-Plough informou ter garantido outra fonte de suprimento para o Onicit que está de acordo com as práticas recomendadas pela Anvisa. A fabricante francesa Pierre Fabrè irá fornecer o produto ao mercado brasileiro.


Fonte: G1

Pernilongos enfrentam o ataque dos repelentes naturais

Nos últimos seis anos, um em cada quatro produtos registrados na Anvisa continha óleos vegetais em sua composição


Cientistas do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) desenvolveram um repelente natural, composto por óleos vegetais, que age contra vários tipos de insetos e pode ser comercializado em formatos inusitados, como os de pulseiras e botões. A criação dos pesquisadores tem razão de ser: o mercado de repelentes naturais está em franca ascensão no País. Nos últimos seis anos, um em cada quatro repelentes registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) era natural. No período, dos 136 produtos registrados, 37 tinham óleos naturais em sua formulação.

No projeto do Ipen, coordenado pela farmacêutica bioquímica Sizue Ota Rogero, os repelentes de diferentes formatos liberam lentamente as substâncias repelentes sem causar alergia - as reações alérgicas são um dos principais problemas relacionados aos repelentes 100% químicos. Outra vantagem descoberta na pesquisa é a eficácia dos óleos vegetais presentes na composição. “O novo produto repele diversos tipos de insetos, não só mosquitos”, diz a cientista. “Além disso, a mistura dos óleos ajudou a potencializar o efeito da substância desenvolvida.”

O novo produto será comercializado pela empresa Millebolleblu, do ramo têxtil e de cosméticos com sede em Paulínia, região de Campinas (SP). O material escolhido para sua fabricação foi o silicone, que não causa danos ao organismo, não é tóxico nem altera a eficácia do produto. Com grande variedade em seu uso, há possibilidade de serem produzidos adereços repelentes para animais de estimação, já que a substância desenvolvida também elimina pulgas e carrapatos.

Entre os repelentes naturais mais comercializados estão os à base de citronela, uma planta aromática. Sizue espera que, após a finalização dos testes, o novo produto seja mais eficiente. “Pretendemos que a nova substância tenha um tempo de ação prolongado, seja segura e econômica”, afirma.

Movimento crescente

A iniciativa do Ipen exemplifica um movimento crescente na indústria, já que cada vez mais empresas têm se dedicado ao nicho. A Bye Bye Mosquito, por exemplo, que está há um ano no mercado, fabrica pulseiras repelentes de borracha. O produto contém óleo de citronela em sua composição.

Licenciada pela Anvisa, a pulseira repele mosquitos e pernilongos. Seu efeito de repelência atinge até um metro e meio e permanece ativo durante cinco dias após a abertura.

Desde o início da comercialização já foram vendidos aproximadamente quatro milhões de exemplares. “Houve grande impacto com os consumidores, já que não precisa ser aplicado como os outros repelentes”, afirma Antônio Luis Egreja Alves da Costa, proprietário da empresa. “As perspectivas para o próximo verão é de que as vendas sejam quadruplicadas”.


Fonte: Economia IG

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Novo antiviral aprimora tratamento contra hepatite C, diz estudo

Droga boceprevir aumentaria em até 75% taxa de cura.
Trabalho reuniu pacientes com o genótipo 1, versão mais nociva do vírus.



O antiviral boceprevir, quando adicionado ao tratamento regular contra a hepatite C, aprimorou as taxas de cura nos pacientes mais complicados para tratar, conforme estudo divulgado nesta segunda-feira (9) na revista científica The Lancet.
A hepatite C afeta 170 milhões de pessoas, 3,2 milhões só nos Estados Unidos, onde 70% estão infectados com o genótipo 1 do vírus, considerado o mais difícil de tratar. A doença pode se desenvolver no organismo durante anos sem apresentar sintomas, mas pode acarretar tumores no fígado e a necessidade de transplante do órgão.
Coordenado pelo médico Paul Kwo, da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, o trabalho relata que a administração da droga quase dobra a eficiência do tratamento convencional, composto por duas drogas: ribavirin e peginterferon alfa-2b.
A experiência foi conduzida durante dois anos em 67 locais dos Estados Unidos, Canadá e Europa, com 520 pacientes. O medicamento foi aplicado em parte dos participantes da pesquisa, durante 48 semanas, período pelo qual o tratamento regular é mantido normalmente.
A taxa de cura aumentou para até 75% no grupo de pacientes medicados com as três drogas. Já o grupo controle, recebendo apenas os dois remédios tradicionais, apresentaram taxa de 38%, durante o mesmo período de 48 semanas.
O boceprevir é um inibidor de proteases, desenvolvimento para combater diretamente o vírus da hepatite C ao bloquear uma função vital à reprodução do organismo nas células hepáticas. Para Paul Kwo, ripavirin e peginterferon alfa-2b são mais voltados ao estímulo do sistema imunológico, a defesa do corpo contra ameaças e parasitas.


Fonte: G1

Cientistas revelam que estresse afeta sistema imunológico

Pessoas que com muita sensibilidade à rejeição social têm menos imunidade a doenças


Pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) descobriram que a forma como nosso cérebro reage a causas de estresse pode influenciar o sistema imunológico e fazer mal à saúde, causando inflamações e outras doenças.

O chefe do estudo, George Slavich, pesquisador do Centro de Psiconeuroimunologia da UCLA , e Shelley Taylor, professora de psicologia também da mesma universidade, revelaram que pessoas que possuem uma grande sensibilidade neural à rejeição social também possuem uma maior atividade inflamatória.

Uma inflamação crônica pode aumentar o risco de uma variedade de doenças, incluindo asma, artrite reumatoide, doenças cardiovasculares, certos tipos de câncer e depressão.

Segundo os pesquisadores, “existem diferenças importantes em como as pessoas interpretam e reagem a situações sociais”.

- Algumas veem uma palestra como um desafio, outras como algo estressante e ameaçador. No estudo, examinamos as bases neurais para essas diferenças e como elas se relacionam aos processos biológicos que afetam a saúde e o bem-estar das pessoas.

Os resultados da pesquisa revelaram que indivíduos que possuem uma atividade neural maior no córtex cingulado dorsal anterior e na ínsula anterior durante a rejeição social também apresentaram um maior aumento na atividade inflamatória quando eram expostos a algo muito estressante.


Fonte: R7