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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Anticoncepcional melhora habilidades sociais e memória

Memória, habilidades sociais e verbais são quesitos em alta nas mulheres, de maneira geral. E, segundo uma pesquisa da Universidade de Salzburgo, na Áustria, a pílula anticoncepcional pode aumentar determinadas áreas do cérebro fundamentais para essas características, tornado-as ainda mais desenvolvidas.

A equipe analisou imagens em alta resolução dos cérebros de 14 homens e 28 mulheres, sendo que metade delas lançava mão do contraceptivo oral. O estudo constatou que o produto eleva o tamanho de diversas regiões do cérebro, em um total de 3%, de acordo com o jornal Daily Mail.

O crescimento ocorreu nas áreas que exames mostraram já serem maiores em pessoas do sexo feminino quando comparadas às do masculino. O método anticoncepcional pareceu ter pouco efeito sobre os detalhes mais dominantes nos homens, como habilidades espaciais (leitura de mapas, por exemplo).

Os motivos ainda não estão definidos. Uma teoria é de que o estrogênio ou a progesterona da pílula reforçariam os laços entre as células nervosas cerebrais. Vale acrescentar que, apesar da presença de algumas regiões mais desenvolvidas, o cérebro não teve aumento em sua dimensão global e nem se sabe se as modificações desaparecem quando se para de investir no contraceptivo. A publicação Brain Research divulgou as conclusões do trabalho.


Fonte: Terra Saúde

Mais de mil pessoas pegam infecção por ovos contaminados nos EUA

380 milhões de unidades foram recolhidas do mercado por surto de salmonela


Autoridades americanas advertiram nesta quinta-feira (19) que 1.300 pessoas podem ter adoecido por causa do surto de salmonela que obrigou o governo a retirar 380 milhões de ovos do mercado. Segundo o CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção), houve 2.000 casos de infecções causadas pela ingestão de ovos entre maio e julho, 1.300 a mais do que o usual nessa época do ano.
As autoridades também consideram que o número de casos da doença crescerá porque ainda não foram reportados os casos registrados desde meados de julho, informou o médico Christopher Braden, epidemiologista do CDC.

As autoridades localizaram a doença nos Estados da Califórnia, Colorado e Minnesota. O problema ocorre nos ovos produzidos pela empresa Wright County Egg, com sede em Iowa. Cozinhas os ovos mata a bactéria da salmonela, mas, mesmo assim, os representantes do governo recomendaram que os consumidores joguem fora os produtos dessa marca.


Fonte: R7

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cientistas britânicos criam teste que diagnostica meningite em apenas 'uma hora'

Aparelho analisa amostra de saliva ou de sangue e pode ajudar a salvar vidas, segundo pesquisadores.


Cientistas da Queen's University, de Belfast e da Autoridade de Saúde da capital da Irlanda do Norte desenvolveram um teste revolucionário que pode diagnosticar em apenas uma hora se o paciente sofre de meningite.
Semelhante a uma impressora doméstica, o aparelho que faz o teste é portátil e acelera o resultado do exame, que atualmente demora entre 24 e 48 horas.
Um diagnóstico rápido da doença é vital para o tratamento de crianças pequenas com meningite meningocócica e septicemia, já que seu estado se deteriora em muito pouco tempo.
A meningite é a inflamação da meninge - membrana que protege e recobre o cérebro e a medula espinhal - e pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, entre outros fatores. A forma mais perigosa é a bacteriana, da qual a meningocócica faz parte.


Sintomas

"Os primeiros sintomas das infecções meningocócicas são os mesmos de uma virose, dificultando o diagnóstico nos estágios iniciais", afirma o cientista Mike Shields, da Queen's University, que liderou a pesquisa.
"Os pais normalmente usam o 'teste do copo' no corpo das crianças, mas as manchas vermelhas (que não somem mesmo quando o copo é pressionado sobre elas) normalmente associadas a um diagnóstico de meningite são um sintoma tardio que nem sempre está presente nas crianças que têm a doença."
A meningite meningocócica pode causar a morte de uma criança em uma questão de horas, se não for tratada, e também pode deixar sequelas como surdez e lesões cerebrais.
O grupo de maior risco e onde há maior incidência é o de crianças com menos de cinco anos de idade.
"Atualmente, médicos aceitam a internação e tratam com antibióticos qualquer criança sob suspeita de ter meningite meningocócica enquanto aguardam o resultado dos exames, que pode levar entre 24 e 48 horas", disse o professor.
"Algumas crianças não são diagnosticadas no estágio inicial da doença, enquanto outras são internadas e tratadas, 'pelo sim, pelo não', quando na verdade não têm a doença."
A meningite pode ser transmitida através do contato próximo com secreções respiratórias do paciente. O aparelho criado pelos pesquisadores examina uma amostra da saliva ou de sangue do paciente para avaliar se ele tem a doença.
Além de salvar vidas, o diagnóstico no estágio inicial pode melhorar o tratamento dos pacientes e ajudar a evitar as sequelas associadas à doença.


Testes

A máquina já está em fase de testes no pronto-socorro do Royal Victoria Hospital for Sick Children de Belfast.
"Não há nenhum outro exame que possa confirmar o diagnóstico em tão pouco tempo. Os exames atuais são caros e demorados."
"A identificação rápida da doença vai permitir aos médicos tomar decisões sobre o tratamento que podem salvar a vida dos pacientes. Se ele tiver os resultados em uma hora, poderá começar o tratamento apropriado imediatamente", afirmou Shields.
O aparelho, no entanto, ainda precisa ser testado por mais tempo para que seja avaliada a precisão dos resultados.
O estudo contou com o apoio da Fundação para a Pesquisa da Meningite da Grã-Bretanha (MRF, na sigla em inglês).
Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil foram registrados 19.708 casos de meningite em 2009, desses 2.603 eram de meningite meningocócica.
A vacina conjugada contra o meningococo do sorogrupo C passará a integrar o calendário básico da vacinação na rede pública a partir de agosto deste ano para crianças com menos de dois anos de idade, informou o Ministério.



Fonte: G1

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pesquisa comprova que anticoncepcional funciona bem para magras e obesas

Tratamento tradicional aumenta dose de hormônio para gordinhas


Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, comprovou que a pílula anticoncepcional funciona do mesmo jeito em mulheres magras e obesas. A descoberta vai contra o tratamento tradicional, que costuma aumentar a dose de hormônio em mulheres acima do peso.
A obesidade é frequentemente atribuída a falhas na anticoncepção (que evita a gravidez) porque a gordura do corpo tem capacidade de metabolizar hormônios, em especial o estrogênio. Por causa disso, alguns médicos costumam receitar pílulas com doses de hormônio mais altas para mulheres acima de 100 kg para garantir que ela funcione. No entanto, a médica afirma que esse tipo de tratamento está em desuso, justamente por não ser um padrão entre as mulheres obesas, explica a ginecologista Lucila Nagata, da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia).

- Quando a paciente é tem mais peso, o anticoncepcional pode não conter sangramentos e, então, a gente tem que aumentar a dose, encontrar uma pílula com mais progesterona. Mas isso depende de como a mulher responde ao tratamento, não necessariamente por causa de seu peso.

A pesquisa foi bem recebida nos Estados Unidos, onde se estima que 65% das mulheres adultas com idade acima dos 20 anos estão acima do peso ou são obesas. Diante disso, a confiabilidade dos anticoncepcionais orais nessa população é fundamental, já que a própria gravidez é mais arriscada em mulheres com obesidade.

No estudo publicado recentemente no periódico Obstetrics & Gynecology, a equipe do médico Westhoff não considerou esse diagnóstico e estudou os efeitos da pílula em um grupo de 226 mulheres, divididas em peso considerado normal e acima do peso. As mulheres tinham de 18 a 35 anos. Elas receberam aleatoriamente doses inferiores e superiores da pílula anticoncepcional. O objetivo era analisar se as mulheres com maior peso precisavam de dosagens maiores, como se acreditava antigamente.
Depois de quatro meses tomando o contraceptivo oral, tempo necessário para o organismo se acostumar com a ação da pílula, as mulheres foram submetidas a exames de ultrassom e de sangue, para ver se a ovulação tinha sido suspensa. Das 150 mulheres que usaram a pílula continuamente, três de 96, com peso normal, ovularam, da mesma forma que uma das 54 mulheres obesas. Com isso os pesquisadores também descobriram que quando as mulheres não tomam a pílula regularmente ovulam com mais frequência.

Segundo Westhoff as descobertas reforçam a mensagem para os pacientes de que a pílula só funciona se for tomada diariamente.
- Peso não parece ter um impacto sobre a supressão da ovulação, mas a constância em tomar a pílula.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Açúcar ajuda a perdoar, afirma pesquisa

O açúcar ajuda a perdoar, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Kentucky, dos Estados Unidos. Caso ache que encontrou um motivo a mais para comer muitas guloseimas, calma! O estudo indica que o ato está vinculado à eficiência com que o corpo usa a glicose, não com a necessidade de ingerir mais doces.

Para chegar a essa conclusão, a equipe avaliou a ligação entre o diabetes do tipo 2, com pacientes que não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea, e a capacidade de desculpar por meio de quatro experimentos. E descobriu que homens e mulheres com mais sintomas da doença eram menos tolerantes.

Os cientistas perguntaram sobre a vontade de se vingar se alguém contasse um de seus segredos, e constataram que esses participantes eram mais propensos a persistir com a história. Eles também são mais dispostos a deixar de ajudar alguém que os irritou.

Segundo o jornal Daily Mail, o trabalho constatou que todas as atividades do cérebro requerem pelo menos um pouco de glicose (que se transforma em energia necessária para alimentar o cérebro), mas as que pedem autocontrole exigem grandes quantidades. A publicação Personality and Individual Differences divulgou as considerações.


Fonte: Terra Saúde