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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SUS vai incluir novos procedimentos para tratamentos de câncer de fígado e mama em setembro

Tratamentos contra linfoma e leucemia aguda também serão ampliados


O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (25) que o SUS (Sistema Único de Saúde) vai incluir nove procedimentos para o tratamento do câncer de fígado, mama, linfoma (câncer no sistema linfático) e leucemia aguda
(câncer no sangue) no atendimento da rede pública a partir de setembro.

A portaria assinada pelo ministério vai liberar R$ 412 milhões a mais por ano para colocar isso em prática.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que essa reestruturação prevê ampliação da cobertura e do acesso, unificação de procedimentos, reforço na radioterapia e viabilização dos esquemas quimioterápicos.

- [Essa portaria] permite remunerar melhor os procedimentos e também permite que novas técnicas, novas tecnologias sejam colocadas à disposição do paciente permitindo a incorporação de novas drogas.

A reestruturação dos tratamentos também prevê a redução do valor de 24 procedimentos de quimioterapia. O reajuste se deu em razão da redução do preço desses medicamentos no mercado brasileiro, segundo o ministério.
O pacote de medidas prevê o aumento do valor pago a 66 procedimentos – sendo 20 radioterápicos e 46 quimioterápicos - já realizados na rede pública, que hoje atende mais de 300 mil pacientes com câncer.

- Isso nos dá tranquilidade do ponto de vista de a gente consolidar uma rede que envolve mais de 270 hospitais no Brasil que tratam pacientes com câncer.

Os novos recursos correspondem a 25% de tudo o que foi investido em tratamentos contra o câncer em 2009, que foi R$ 1,6 bilhão. O câncer é a segunda doença que mais mata no país, atrás apenas das doenças cardiovasculares.

A portaria cria ainda três procedimentos para o tratamento local do câncer de fígado e reajusta o valor pago pela biópsia de medula óssea, que passou de R$ 46,28 para R$ 200.

Quimioterapia

Cinco novos procedimentos de quimioterapia serão cobertos pelo SUS, sendo um para o tratamento do câncer de fígado, dois para o de estômago, um para o de timo e outro para o linfoma. Será ampliada a indicação de procedimentos para o câncer de endométrio e a hipercalcemia maligna.

Serão investidos a mais na quimioterapia R$ 247 milhões por ano, totalizando um aporte de R$ 1,5 bilhão.

Na radioterapia, o ministério prevê que serão injetados mais R$ 154 milhões por ano na recomposição de 20 dos 30 procedimentos existentes, o que se dará por meio da maior oferta dos serviços e do acesso assistencial dos pacientes.



Fonte: R7

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estudo questiona 'sobrevivência do mais forte' de Darwin

Cientistas dizem que espaço para desenvolvimento da vida, e não competição, é o motor da evolução.


Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies.
O autor de "A Origem das Espécies", obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia.
Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal fator da evolução.
A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica Biology Letters.
Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos.
Focando apenas em animais terrestres - anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros - os cientistas descobriram que a quantidade de biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo.


Ambiente

O conceito de espaço para a vida - conhecido na literatura científica como "conceito de nicho ecológico" - se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.
A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos.
Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais.
Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando "espaço para a vida" aos demais animais.
A ideia vai de encontro ao conceito darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da evolução.
Para o professor Mike Benton, co-autor do estudo, a "competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução".
"Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos, eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra", disse ele à BBC.
No entanto, para o professor Stephen Stearns, biólogo evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, "há padrões interessantes, mas uma interpretação problemática" no trabalho da Universidade de Bristol.
"Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era Mesozoica?"
"E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?"



Fonte: R7

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pare de fumar sem engordar

Sim, isso é possível. Conheça nosso plano infalível para dar um basta ao cigarro, ganhar mais saúde, e, o que é melhor, sem prejudicar as medidas do seu corpo


por DÉBORA DIDONÊ
design LETÍCIA RAPOSO
fotos GUSTAVO ARRAIS



É consenso entre os especialistas: quem decide colocar um ponto final nas baforadas pode engordar até 15 quilos em um ano. Isso ocorre principalmente porque o ex-fumante apela para a comida como válvula de escape para vencer as crises de abstinência. A fome, então, é inevitável. Por isso, impedir que o ponteiro da balança dispare é um grande desafio para a pessoa que quer se livrar das tragadas de uma vez por todas. Segundo uma revisão recente de estudos realizada pela organização internacional Cochrane Collaboration, somente um tratamento que combine dieta, medicamentos e terapia é capaz de minimizar esse ganho para algo entre 1 e 5 quilos — ou nem isso. Mas para que a vida prossiga sem tabaco e com uma silhueta enxuta, também é prioritário chutar o sedentarismo para escanteio. Siga o nosso passo-a-passo e veja como isso está longe de ser algo inalcançável.


1 PROCURE UM MÉDICO
Menos de 5% dos indivíduos que param de fumar por conta própria completam um ano longe do cigarro, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ao longo de três décadas de baforadas, a paulistana Ivana Morgani, 44 anos, só foi bem-sucedida na terceira tentativa, quando, enfim, recorreu a um especialista. “Descobri que tinha um enfisema pulmonar e não tive dúvidas: comecei o tratamento médico”, diz a professora. Há cinco meses sem fumar, ganhou 4 quilos. “E olha que sempre substituí o cigarro por água”, garante. Ou seja, podia ser pior. “Só agora decidi procurar uma nutricionista e me exercitar.” Para o pneumologista Daniel Deheinzelin, coordenador do programa antibagista do Hospital Sírio-Libânes, em São Paulo, apagar o vício exige disciplina. “Quem segue o tratamento à risca corre menos risco de engordar”, afirma.


2 ESCOLHA BEM O DIA D
Não dá para parar de fumar de uma hora para outra. É preciso pensar em uma data que não faça o candidato a ex-fumante sofrer por não poder chegar perto de um cigarro e... comer para descontar. Dia próximo de uma grande festa, por exemplo, é contraindicado. “Sem orientação, a pessoa vai comer muito para aliviar os ataques de fissura e ansiedade
”, diz o endocrinologista Daniel Lerario, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “É preciso conversar com o médico para desenvolver algumas estratégias. Se for proibido fumar em casa, por exemplo, é melhor parar no sábado. E, se for proibido fumar no trabalho, a opção mais certeira é a segunda-feira”, aconselha a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora do Laboratório de Tratamento do Tabagismo do Instituto do Coração de São Paulo.


3 ENTENDA O RITMO DO SEU CORPO
O ex-tabagista tende a ganhar peso no período de seis meses a um ano após o abandono do hábito. Mas é nos primeiros 60 dias que o organismo reaprende a funcionar sem a aceleração provocada pela nicotina. Nessa fase, até o coração reduz seu baticum. “São, em média, dez batidas a menos por minuto”, revela Jaqueline Scholz Issa. E um ritmo corporal mais lento facilita o surgimento de pneuzinhos e afins. “Parar de fumar diminui as necessidades calóricas diárias do indivíduo”, explica o pneumologista Ciro Kirchenchtejn, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. É por isso que manter a mesma dieta dos tempos enfumaçados contribui para a síndrome do tamanho GG. Daí, cortar calorias do cardápio é imprescindível — especialmente nos tais primeiros 60 dias. Ou seja, não espere começar a engordar para maneirar.


Fonte: Terra Saúde