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terça-feira, 17 de julho de 2012

Copacabana 120 anos de história: Da mulher da cobra ao Zé das Medalhas

Uma homenagem ao inesquecível Zé das Medalhas.




Confira o caderno do Jornal O Globo, especial 120 anos de Copacabana, do dia 6 de julho de 2012:

            "Outros personagens, muitos folclóricos, ajudaram a construir a memória coletiva de Copa, como uma mulher que circulava com uma cobra enrolada no pescoço, na década de 70. Na Av. Prado Júnior, outra figura curiosa deixou sua marca na história do bairro: o famoso Zé das Medalhas.



             Desde 1971, ele trabalha na Farmácia do Leme, estabelecimento que existe há mais de 80 anos. Batizado Altair Domiciano Gomes, Zé das Medalhas chegou a ter 15 quilos extras, garantido pelos enfeites, e é atração no bairro.

            Não menos alegórico, outro grande personagem, o carnavalesco e museólogo Clóvis Bornay, também marcou época. Morador da Prado Júnior, ele era sinônimo de extravagância, devido à sua carreira como idealizador de fantasias de luxo, e chegou a atuar como carnavalesco.

            Bornay dedicou 60 anos de sua vida aos concursos de fantasias de carnaval, até ganhar o status de hors-concours e ser proibido de competir. Morreu em 2005, mas ficou eternizado na história de Copacabana.

            Também compõem o imaginário coletivo do bairro figuras como o escritor, cantor e compositor Fausto Fawcett. Depois de compor “Katia Flávia – A godiva do Irajá”, sua música de maior sucesso, ele se tornou um mito entre os vizinhos.

            Engrossam a lista de moradores ilustres  nomes como Ângela Maria, Nelson Sargento, Roberto Menescal, Sandra de Sá e Chico Caruso."

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Aranha Marrom - Características e cuidados

Características:


  • Dentre todas é a que provoca o pior envenenamento;
  • É de pequeno porte (não passa de 2,5 cm de envergadura);
  • Tem temperamento extremamente tímido;
  • Tem coloração castanha e poucos pelos recobrindo o corpo;
  • Possui seis olhos perolados, agrupados de dois em dois na região da cabeça;
  • É extremamente comum dentro de residências;
  • É de hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia, atrás de quadros, móveis e no meio de roupas usadas, principalmente nos lugares mais suados e com odor mais forte, como axilas e virilha;
  • Não faz teia, mas forra seu abrigo com um tapete pegajoso de seda;
  • O acidente sempre ocorre da mesma maneira, quando a pessoa veste a roupa, com o animal dentro, comprimindo-o contra o corpo;
  • Seu veneno é extremamente potente, sendo anestésico, hemolítico (destrói as células sangüíneas) e proteolítico (destrói os tecidos, causando necrose);
  • O fato do veneno ser anestésico faz com que a pessoa não sinta a picada, procurando o médico somente após alguns dias, quando os sintomas já estão bastante adiantados; 
  • É a única aranha que, causando acidente, vai requerer, obrigatoriamente um tratamento soroterápico, independente da condição de saúde da pessoa ou de sua idade; 
  • O soro utilizado é preferencialmente o anti-loxocélico; ou, então, o anti-aracnídico na falta daquele;

Sintomas:
  • Inicialmente aparece um eritema com edema duro no local da picada (vermelhidão com uma placa dura de 1 a 2 cm de diâmetro;
  • A região da picada fica avermelhada, com aspecto marmóreo;
  • Acompanham estes primeiros sinais: febre e exantema;
  • Dias depois abre-se, no local da picada, uma fenda de difícil cicatrização e que pode evoluir para necrose da área;
  • Podem aparecer, ainda: anemia aguda (diminuição de glóbulos vermelhos), icterícia (corpo com pele amarelada) e hemoglobinúria (urina escura, podendo chegar à cor de café expresso concentrado, por destruição de células sangüíneas = hemólise; 
  • Pode, por este motivo, evoluir para insuficiência renal aguda, principal causa de morte provocada por este tipo de acidente;
  • Lembrete Especial: Neste tipo de acidente a soroterapia é sempre indicada. A soroterapia neutraliza o veneno ainda circulante no organismo; porém, o local lesado (ferida) pode evoluir (piorar), pois o soro não age no local da picada. Em muitos casos há necessidade de se recorrer à cirurgia plástica para reconstruir o local lesado.

Antíduto: 
  • 5 a 10 ampolas de SAAr/SALox (SAAr Soro Antiaracnídico
    /
    SALox Soro Antiloxocélico);Centro de Informações Toxicológicas – CIT/Curitiba:
  • Telefones: (41) 248-9969/346-2204 – F/DDG: 0800-410148
  • Fax: (41) 330-4479 
  • CCI Londrina – F: (43) 371-2244
  • CCI Maringá – F: (44) 225-8484 
  • O tratamento complementar consiste na limpeza local com anti-sépticos e hidratação do doente de maneira semelhante ao preconizado para o acidente crotálico.
  • A vacinação anti-tetânica está indicada. Os antibióticos devem ser utilizados quando houver infecção secundária de maneira semelhante ao preconizado no acidente botrópico.
  • O emprego do soro específico deve ser feito até 36 horas após o acidente.

  Conduta do paciente:

  • Evitar que o paciente se movimente muito;
  • Não fazer torniquete no membro acidentado;
  • Aplicar compressas frias (10 a 15 ºC) nas primeiras horas;
  • Aplicar respiração artificial, caso a pessoa não estiver espirando bem.